Discurso da Ministra da Cultura na entrega da Medalha de Mérito Cultural a Fernando Echevarría

Esta medalha que hoje entregamos e o mérito cultural que ela pretende simbolizar, vem juntar-se timidamente a uma longa lista de reconhecimentos, como o Prémio de Poesia do Pen Club (vencido por duas vezes), o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (também por duas vezes), o Prémio D. Dinis e o já referido Prémio Casino da Póvoa, bem como Ordem do Infante D. Henrique – Grande Oficial, entre muitos outros. 

Faço referência a todos estes galardões não como um mero rol de adereços. O que este currículo, por assim dizer, demonstra e que me cumpre aqui realçar, é que esta medalha cultural, foi instituída em 1984, e que tem, ao longo do tempo, procurado distinguir personalidades e instituições pela sua dedicação a atividades de ação ou divulgação cultural, ter-se-ia sentido à vontade junto de um poeta como Fernando Echevarría desde que esta iniciativa de reconhecimento foi criada.

Já o tenho dito sobre outros autores e repito-o a este propósito: face ao mérito cultural tão evidente de um percurso poético como o de Fernando Echevarría, esta medalha pouco mais pode do que humildemente pedir-lhe que a aceite como sua e que permita que o seu nome passe a fazer parte de uma lista que só se engrandece a si mesma com os nomes que dela vão fazendo parte, como agora o seu fará. Um nome que assinou uma obra poética imensa, que dedicou parte da sua vida ao ensino, e em condições tão particulares, mas também um nome que traz consigo a irmandade perene das culturas ibéricas.

Sorte a da cultura de língua portuguesa que este filho das duas grandes expressões ibéricas escolheu assinar em português a parte maior dos seus textos. Tanto a medalha como a exposição que hoje inauguramos são formas de brindar esta sorte e de lhe agradecermos o serviço que, com as suas obras, prestou à cultura portuguesa.

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