Portugal dá novo sinal de solidariedade ao receber 64 refugiados
Portugal dá novo sinal de solidariedade ao receber 64 refugiados

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, acompanhado pela Secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, à chegada dos refugiados, 7 março 2016 (Foto: Tiago Petinga/Lusa)
Acolhimento de refugiados, 7 março 2016
Ministro Adjunto recebeu um grupo de 64 refugiados, que chegou ao aeroporto de Figo Maduro. Eduardo Cabrita - que foi acompanhado pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino – salientou o sinal de solidariedade que, assim, foi dado por Portugal, no dia em que acontece a reunião entre União Europeia e Turquia
«Portugal e França são hoje dois países que mostraram este sinal de solidariedade, de dizer não ao fecho de fronteiras, dizer sim à cooperação europeia para apoiar quem foge da guerra e de situações de dificuldades», afirmou o Ministro. Portugal, tal como França, responderam a um pedido de cooperação do Gabinete Europeu de Apoio ao Asilo e da Comissão Europeia.
Estes requerentes de proteção internacional recolocados que hoje chegaram a Portugal, provenientes da Grécia, são maioritariamente sírios e iraquianos e foram transportados para instituições de acolhimento em 15 cidades ou vilas do Continente: Beja, Santarém, Lisboa, Faro, Olhão, Nisa, Torres Novas, Guimarães, Sintra, Braga, Évora, Espinho, Porto, Setúbal e Nazaré.
Apoio
Os refugiados «vão ser colocados em instituições de solidariedade social, em misericórdias e em casas encontradas pelos municípios, pelo Conselho Português para os Refugiados, pela Plataforma de Apoio aos Refugiados, pelo Serviço de Jesuítas de Apoio aos Refugiados e pela Cruz Vermelha, que deram uma cooperação que queria realçar», disse o Ministro.
Para já, estes refugiados vão beneficiar do modelo de apoio a nível europeu, que tem a duração de 18 meses: «Este apoio compreende no quadro português, para além do apoio financeiro, o acesso ao Serviço Nacional de Saúde, à escola para as crianças e o direito à habitação».
«A ideia é, ao longo de 18 meses, programar o caminho de futuro. O ideal seria termos paz na Síria e no Iraque e que estas pessoas pudessem ponderar o retorno aos seus países. Caso não suceda, queremos ponderar a forma de os integrar na sociedade portuguesa», referiu Eduardo Cabrita.
Está igualmente prevista a chegada de mais cinco dezenas refugiados durante a semana.
O Ministro sublinhou que «o que é importante é a disponibilidade de Portugal de ter um papel ativo neste processo, o que significa estarmos disponíveis nesta fase para receber até ao final do ano dez mil pessoas».
Foto: Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, acompanhado pela Secretária de Estado da Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, à chegada dos refugiados, 7 março 2016 (Foto: Tiago Petinga/Lusa)
