Indústria 4.0 apoia digitalização da economia para colocar empresas na vanguarda da inovação

Indústria 4.0 apoia digitalização da economia para colocar empresas na vanguarda da inovação

Indústria 4.0, 21 abril 2016

Primeiro-Ministro Ant�nio Costa apresenta iniciativa Ind�stria 4.0, Ílhavo, 21 abril 2016 (Foto: Paulo Vaz Henriques)

O Primeiro-Ministro, António Costa, presidiu à apresentação da iniciativa Indústria 4.0 cujo objetivo é produzir um conjunto de recomendações que permitam às empresas avançar na digitalização dos processos de forma a anularem a barreira geográfica utilizando as novas tecnologias. Esta iniciativa integra-se na área de inovação na Economia do Programa Nacional de Reformas.

Nesta cerimónia, que decorreu em Ílhavo, estiveram também presentes o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e os Secretários de Estado da Indústria, João Vasconcelos, e do Turismo, Ana Mendes Godinho.

«Portugal tem uma escolha a fazer: ou nos viramos para o futuro, e apostamos em estar na crista da onda desta nova revolução (tecnológica), ou continuamos a discutir o passado sem avançarmos», afirmou o Primeiro-Ministro.

Sublinhando que a aposta na tecnologia é «crítica para a indústria portuguesa», António Costa acrescentou: «Por este motivo é que a Europa está a assumir a revolução tecnológica industrial como uma prioridade. E Portugal tem de fazer parte desta Europa».

«Esta opção tem, evidentemente, riscos e oportunidades, pelo que temos de maximizar estas e minimizar aqueles», referiu ainda o Primeiro-Ministro.

António Costa afirmou também que, «do Plano Nacional de Reformas hoje aprovado na reunião do Conselho de Ministros, constam mais dois pilares relacionados com este objetivo»: a inovação e a capitalização das empresas.

Parcerias entre empresas e universidades para inovar

Para que haja inovação «é essencial relacionar o saber produzido nas universidades e nos institutos politécnicos com a atividade desenvolvida pelas empresas», acrescentou o Primeiro-Ministro, referindo ainda que «o programa Start-up Portugal multiplica a energia empreendedora do País».

Lembrando que «a inovação se alimenta de duas componentes», António Costa referiu a qualificação dos recursos humanos e a aprendizagem ao longo da vida: «Qualificarmos os nossos recursos humanos é crítico, uma vez que os dados estatísticos nos mostram que o maior défice do País tem a ver com isto, sendo este aspeto aquele que distingue Portugal dos países mais avançados da Europa».

«Daí a importância do alargamento da rede pré-escolar, uma vez que os dados estatísticos também nos dizem que, quanto mais cedo vão para a escola, menor é o risco de abandono escolar pelos jovens», acrescentou o Primeiro-Ministro.

Mas «também a aprendizagem ao longo da vida é importante, para garantir que o sucesso desta revolução industrial não é destruído pela disrupção social que ela mesma produz».

Capitalizar empresas para estimular economia

«Tratando-se de um dos maiores bloqueios da economia portuguesa, a capitalização das empresas é um problema que temos de fazer frente de uma vez por todas, de forma a aproveitarmos a oportunidade histórica de liquidez disponível na Europa, como há muito não acontecia», sublinhou o Primeiro-Ministro.

Afirmando que «o Plano Nacional de Reformas foi pensado como um todo», António Costa acrescentou: «É preciso agora que as políticas públicas e as necessidades do tecido empresarial se articulem».

«A Deloitte e a Cotec estão a trabalhar para definir quais as prioridades a adotar para o sucesso desta revolução industrial», referiu ainda o Primeiro-Ministro.

Atrair e reter talento num mundo em mudança

«O desafio do nosso futuro é termos talento e conseguirmos mobilizá-lo, a par da capacidade de investir e de criar valor, pois esta revolução é permanente, coloca-se todos os dias, o que obrigará à procura de novas respostas em permanência. Assim é no mundo das redes digitais», afirmou António Costa.

E exemplificou como com a digitalização da indústria a localização não importa: «Há três semanas visitei uma pequena empresa na Ribeira Brava, na Madeira, que gere plataformas informáticas, detendo clientes em todo o mundo. Este é um caso das oportunidades que temos de aproveitar, ou outros o farão no nosso lugar».

«Ao Governo cabe criar as políticas públicas, às empresas cabe a iniciativa privada. Devemos juntar-nos para vencer esta revolução com sucesso», concluiu.

Com um valor global de 414 milhões de euros, totalmente suportados por fundos comunitários, a Indústria 4.0. pretende chegar a mais de nove mil empresas.

 

Foto: Primeiro-Ministro António Costa apresenta iniciativa Indústria 4.0, Ílhavo, 21 abril 2016 (Foto: Paulo Vaz Henriques)