Francisca Van Dunem inaugura parques infantis da fundação Benfica, em Tires
Francisca Van Dunem inaugura parques infantis da fundação Benfica, em Tires

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, inaugura parques infantis da Casa das Mães, no EP de Tires, 5 maio 2016 (DR)Reinserção social, 4 maio 2016
Reinserção social, 4 maio 2016
A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, presidiu à inauguração de dois parques infantis para as crianças residentes na Casa das Mães do Estabelecimento Prisional de Tires.
Esta iniciativa surge no âmbito de um protocolo de colaboração entre a direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais e a fundação Benfica para a prevenção criminal e a reinserção social.
Perante as mães reclusas e seus filhos, os guardas prisionais, e os voluntários da Fundação que vão acompanhar as crianças, Francisca Van Dunem afirmou a importância de envolver a sociedade civil em parcerias destinadas à ressocialização.
Ressocializar com a sociedade civil
«A visão genuinamente ressocializadora que queremos imprimir ao sistema prisional português tem de passar necessariamente por aqui, por uma parceria social entre Estado e sociedade civil que seja, ela própria, estimulante e conciliatória», disse a Ministra.
«O sistema prisional dum Estado de direito democrático e social não se pode fechar sobre si próprio, e é precisamente na comunidade que devemos buscar força e alento para não contemporizar com as lógicas e os discursos de desânimo e do esquecimento», acrescentou.
Com 430 mulheres reclusas, o Estabelecimento de Tires acolhe, desde 2000, a Casa das Mães, um espaço onde estas mulheres podem manter os seus filhos até aos três anos de idade e, nalguns casos, até aos cinco.
Francisca Van Dunem destacou a importância deste projeto para o desenvolvimento das crianças, que acabam por acompanhar as suas mães num processo de clausura difícil de atravessar.
A Ministra fez ainda um apelo geral a toda a sociedade civil que se queira juntar ao Ministério da Justiça e ao sistema de execução de penas, «para que se mobilize neste genuíno e desafiante desígnio, que pode ser - por vezes - muito difícil, mas que é o único que, neste contexto, é verdadeiramente redentor».
