Governo está atento «às dificuldades da comunicação social»

Governo está atento «às dificuldades da comunicação social»

Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes

Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes (DR)

O Ministro da Cultura afirmou que o Governo está a ter «muita atenção às dificuldades da comunicação social», durante a comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto na Assembleia da República.

«É um setor que está exposto ao grande desafio da digitalização e todas as empresas têm de saber responder a este desafio», disse Luís Filipe Castro Mendes.

Castro Mendes reiterou ainda a intenção de «alargar a televisão digital terrestre a mais dois canais para o setor público e dois canais que serão atribuídos depois», mas que estarão abertos aos privados.

Neste momento, a plataforma (TDT), que é gerida pela Meo, disponibiliza em sinal gratuito a RTP1, RTP2, SIC, TVI e a ARTV.

Relativamente à RTP, Castro Mendes afirmou que «tem uma boa administração» e que o Governo está satisfeito «com os projetos que foram apresentados».

O Ministro referiu também que o Governo «já alargou as verbas da Lusa» de maneira a que a agência «pudesse respirar e ganhar o seu papel importante de circulação das notícias entre os países de língua portuguesa» e também de dar notícias ao resto do mundo destes países.

Museu Nacional de Arte Antiga

O Ministro da Cultura afirmou que o Museu Nacional de Arte Antiga vai ter um novo estatuto jurídico «com maior autonomia administrativa e financeira».

Castro Mendes disse que este estatuto «não será o de uma empresa pública» e acrescentou que «poderá, futuramente, ser alargado a outros museus».

O Ministro referiu a possibilidade de mecenato «mas de maneira nenhuma será uma concessão a privados».

Castro Mendes afirmou também que estão a ser desenvolvidos contactos com a Câmara Municipal de Lisboa para criar pontos de venda de bilhetes, melhor circulação dos autocarros e melhoria de acessos às cerca de três dezenas de equipamentos culturais que se situam entre Belém e a Ajuda.

Palácio da Ajuda

No final da comissão, o Ministro da Cultura afirmou que as obras na fachada inacabada do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, deverão começar até ao final do ano e terão um duração prevista de um ano e meio.

«As obras vão ser custeadas pelo seguro do roubo das joias [da coroa portuguesa durante uma exposição num museu em Haia, Holanda, em 2002], com um apoio financeiro da Câmara Municipal de Lisboa», referiu o Ministro.

O Estado português foi indemnizado em seis milhões de euros pelo roubo de um lote joias que incluía um diamante de 135 quilates, um par de alfinetes em ouro e platina, com diamantes rosa e brilhantes, uma gargantilha com 32 brilhantes, em prata e ouro, um anel de D. João VI, com um diamante de 37 quilates, em prata e ouro, e um castão de bengala de D. José I, em ouro, com 387 brilhantes.

Concursos em julho
O Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, também esteve presente na comissão e afirmou que os concursos de apoios às artes devem abrir, «em princípio», em julho.

«Iniciámos o trabalho com a nova equipa da Direção Geral das Artes, no sentido de acorrer às urgências», disse, acrescentando que o Governo está «a perspetivar um novo ciclo de financiamento das artes para 2017».

Miguel Honrado referiu a intenção de o setor puder ter «mais estabilidade» em 2017. «Para isso, é preciso desenvolver uma reflexão com o meio, sobre um novo modelo de apoio às artes que não será só financeiro», afirmou.

Áreas: Cultura