Demolições avançam na Ilha da Culatra deixando de fora casas de viveiristas e pescadores

Demolições avançam na Ilha da Culatra deixando de fora casas de viveiristas e pescadores

O Ministério do Ambiente comunicou à Sociedade Polis da Ria Formosa que a data da tomada da posse administrativa das casas que deverão ser demolidas na Ilha da Culatra, em Faro, deverá ser adiada, por respeito à Assembleia da República, que nesse mesmo dia 27 de outubro discute um conjunto de recomendações ao Governo sobre este tema.

O Ministério estabeleceu 8 de novembro como a data agora recomendada para a tomada da posse administrativa destas casas.

Na carta é também afirmado que as 19 casas que são utilizadas por pescadores, viveiristas e reformados destas profissões, nos aglomerados do Farol e dos Hangares, não deverão ser demolidas, uma vez que a nova estratégia para a Conservação da Natureza privilegia o desenvolvimento das atividades tradicionais.

Nos últimos dias houve um intenso trabalho conjunto com as associações de moradores com o objetivo de fazer prova do estatuto profissional dos donos das casas que serão poupadas.

O compromisso de avaliar casa a casa, anunciado pelo Ministério do Ambiente na Assembleia da República no dia 27 de setembro, foi, assim, honrado.

Zona de risco

As restantes casas, que são segundas habitações usadas sazonalmente e algumas ruínas, deverão ser demolidas de acordo com o previsto no Plano de Ordenamento da Orla Costeira que classifica esta área como zona de risco.

Para as casas que não serão demolidas, deverá a Polis, em conjunto com os interessados, procurar uma solução no prazo de 90 dias, uma vez que também estas se encontram em zona de risco.

Todas as casas correspondem a ocupações ilegítimas do domínio público marítimo.