«A Cultura voltou a ganhar relevância no quadro governativo»

«A Cultura voltou a ganhar relevância no quadro governativo»

Assembleia da República, 10 novembro 2016

Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, Assembleia da República, 10 novembro 2016 (Foto: António Cotrim/Lusa)

«A Cultura voltou a ganhar relevância no quadro governativo», afirmou o Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, na Assembleia da República.

O Ministro acrescentou que «o Governo entende a Cultura como um pilar essencial da democracia, da identidade nacional, da inovação e do desenvolvimento sustentado» e «o reforço do Orçamento para 2017 reflete essa prioridade»: «Há um aumento de 20 milhões de euros, o que representa uma subida de cerca de 11%».

Objetivos

«Em primeiro lugar, queremos repor a capacidade das entidades públicas da Cultura», referiu o Ministro, e «iniciaremos, em 2017, a reversão gradual dos cortes ao financiamento das fundações culturais».

«A segunda prioridade é aumentar a capacidade dos apoios públicos à criação artística», disse Castro Mendes, acrescentando que o modelo de apoio às artes está em revisão e será dotado de «um reforço de 3,8 milhões de euros no orçamento inicial».

«Em terceiro lugar, queremos melhorar a distribuição e a diversidade de oferta cultural no País», afirmou o Ministro, acrescentando que esta meta será prosseguida através de parcerias com o poder local.

«A quarta prioridade é a valorização do património e dos museus», referiu o Ministro, lembrando que «este ano foram já aprovadas uma série de candidaturas aos fundos estruturais do Portugal 2020» para «intervenções que vão concretizar-se em 2017».

O quinto objetivo é democratizar do acesso à cultura, que será feito a par do «desenvolvimento de programas específicos para captação de novos públicos», disse Castro Mendes.

Reestruturar, qualificar e valorizar

Outra meta do Governo que será cumprida ainda em 2016 é o alargamento da Televisão Digital Terrestre: «A partir de dezembro, 2 milhões e meio de portugueses que acedem apenas à televisão em sinal aberto, poderão contar com mais dois canais de televisão: a RTP3 e a RTP Memória» afirmou o Ministro.

Na agência Lusa, o Governo reestruturou a empresa, mantendo os seus princípios de «independência, rigor e pluralidade da informação», disse Castro Mendes, sublinhando o papel da inovação.

«Estamos a colaborar, com a Educação e a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, no desenho do Plano Nacional de Leitura até 2026», referiu ainda o Ministro, acrescentando que «em 2017 avançará um projeto-piloto para suprir municípios sem biblioteca pública».

E concluiu: «Por outro lado, reconhecemos como desígnio estratégico que a internacionalização deve encontrar-se no âmago da gestão integrada para a Cultura» porque «há um potencial de afirmação global que nos propomos consolidar sobretudo na promoção do livro, dos autores, dos criadores, das artes, do cinema e do audiovisual».

 

Foto: Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, no debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017, Assembleia da República, 10 novembro 2016 (Foto: António Cotrim/Lusa)

Áreas: Cultura