«É possível ter melhores salários e mais emprego em Portugal»

«É possível ter melhores salários e mais emprego em Portugal»

Produção tecnológica, 11 novembro 2016

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, durante uma visita às instalações do centro de produção tecnológica da Blip, Porto, 11 novembro 2016 (Foto: José Coelho/Lusa)

O Ministro da Economia afirmou que os números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística sobre o Índice de Custo do Trabalho «mostram que é possível ter melhores salários e mais emprego em Portugal».

Na inauguração das novas instalações da empresa tecnológica Blip, no Porto, Manuel Caldeira Cabral disse que «é isso que está a acontecer». «Estamos a ter um aumento do emprego, de 90 mil postos de trabalho desde o início do ano, uma boa redução do desemprego e os salários estão a subir», realçou.

O Ministro acrescentou que este panorama «só mostra que a competitividade em Portugal se faz pela qualidade dos nossos trabalhos, pela melhoria das condições das empresas, pelo apoio às empresas que querem investir, e não pelos baixos salários».

O Instituto Nacional de Estatística divulgou um aumento de 3,6% do Índice de Custo do Trabalho no terceiro trimestre, face ao mesmo período de 2015, com um acréscimo de 3,9% nos salários e 2,6% nos outros custos e já tinha divulgado uma redução do desemprego e um aumento do emprego.

Os dois indicadores revelam que «os salários estão a subir e o emprego também está a subir», afirmou Manuel Caldeira Cabral.

Mais e melhor emprego

«É isso que queremos em Portugal. É mais emprego e melhor emprego, e são empregos como os que estão a ser criados aqui [na Blip], que apostam nas qualificações e que podem pagar bem aos trabalhadores, que queremos ver a crescer na sociedade portuguesa», acrescentou.

Caldeira Cabral realçou que «é o crescimento do emprego que está a fazer a descida do desemprego e não a saída de pessoas nem a redução da mão-de-obra do País», afirmando também que há uma boa indicação de que está a haver uma retoma da economia.

«Há indicação da confiança dos empresários na economia, de que os empresários só estão a empregar, a reforçar os quadros das suas empresas, porque têm projetos, porque têm investimentos e porque veem a possibilidade de crescer a partir de Portugal, quer para o mercado interno, quer para a exportação», continuou.

O Ministro destacou ainda que «os dados de exportação foram também muito positivos neste terceiro trimestre e auguram uma retoma mais forte do crescimento do que a que estava a existir» quando o atual Governo assumiu funções.

O INE informou, no dia 10 de novembro, que as exportações aumentaram 6,6% e as importações subiram 1,9% em setembro deste ano face ao mesmo mês de 2015.

«Este é um Orçamento também para as empresas»

Em Aveiro, durante o V Fórum Empresarial da Região de Aveiro, o Ministro da Economia afirmou que o Orçamento do Estado para 2017 é também para as empresas.

«Dá melhores incentivos fiscais a quem investe, com o alargamento do regime de crédito fiscal ao investimento, que dá melhores incentivos fiscais a quem inova, com o programa Semente, com melhores incentivos fiscais a quem capitaliza, permitindo baixar a carga fiscal às empresas que reforcem os capitais próprios, deixando de poder deduzir apenas os juros», disse Manuel Caldeira Cabral.

O Ministro referiu que é o segundo orçamento em que a carga fiscal é reduzida e realçou que incentiva a capitalização e o investimento.

Caldeira Cabral disse ainda que «é muito importante continuar a reduzir o défice e prosseguir a consolidação orçamental, reduzindo a carga fiscal e dando sinais às empresas que investem na inovação e se capitalizam».

O Ministro da Economia referiu também os sinais «bastante positivos» do emprego. «Foram criados desde o início do ano mais de 100 mil postos de trabalho em Portugal, o que é um reforço importante», disse.

 

Foto: Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, durante uma visita às instalações do centro de produção tecnológica da Blip, Porto, 11 novembro 2016 (Foto: José Coelho/Lusa)

Áreas: Economia