Coleção Berardo mantém-se no CCB

Coleção Berardo mantém-se no CCB

O Estado e o Comendador Joe Berardo chegaram a acordo para manter as obras da Coleção Berardo no Centro Cultural de Belém. O entendimento consta de uma adenda ao Protocolo de 2006 que será assinada esta quarta-feira, dia 23.

«Estou muito satisfeito com o resultado atingido no acordo com a Fundação Berardo para a manutenção da coleção no Centro Cultural de Belém (CCB)», afirmou o Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, à saída de uma reunião com os seus homólogos europeus, em Bruxelas.

Acrescentando que este «um resultado satisfatório para todas as partes envolvidas», o Ministro elogiou a atmosfera de colaboração em que decorreram as negociações: «A satisfação do Estado passa por manter tranquilamente a coleção em Portugal, contrariamente a todas as previsões catastrofistas de que as obras iam ser retiradas, vendidas e exportadas».

Luís Filipe de Castro Mendes disse ainda: «As obras continuam aqui, exatamente nas mesmas condições, ou até em melhores condições do que aquelas que foram definidas em 2006».

O Ministro realçou «o facto de se ganhar estabilidade, na medida em que a renovação do acordo pelo qual a Fundação Berardo está em Lisboa passa a ser renovado automaticamente, salvo denúncia de uma das partes, enquanto no acordo anterior era apenas por seis anos, que terminavam agora».

«Penso que é um acordo em que o Estado ganha, porque fica com a disposição das obras, e o comendador Berardo ganha, porque oferece as obras à fruição e à disposição do público português e, através disso, abre a sua coleção à fruição dos portugueses, dos estrangeiros, dos turistas, de toda a gente», acrescentou Luís Filipe de Castro Mendes.

O Ministro afirmou também: «Fez parte do acordo garantir que as entradas fossem gratuitas uma vez por semana».

«Quanto à gratuitidade plena, é uma opção da fundação Berardo, que é legítimo a fundação Berardo mudar. O facto de o museu Berardo passar a ser pago, no fundo, vai equipará-lo aos outros equipamentos culturais e permite também resolver questões financeiras», acrescentou Luís Filipe de Castro Mendes.

O Governo manterá a opção de compra da Coleção, composta por perto de 900 obras: «A opção de compra vai depender de uma avaliação que será feita no momento em que qualquer das partes decida revogar o acordo», concluiu.

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