Mário Ruivo foi «grande defensor do oceano como elo primordial de ligação entre os povos»
Mário Ruivo foi «grande defensor do oceano como elo primordial de ligação entre os povos»
A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, lamenta a morte do Professor Mário Ruivo, e agradece o seu «apoio ativo na elaboração de estratégias integradoras para o mar, a sua clarividência e a sua amizade», refere numa nota.
O mesmo documento lembra que Mário Ruivo foi uma «personalidade reconhecida, democrata, opositor do regime fascista e grande defensor do oceano como elo primordial de ligação entre os povos, recurso fundamental para o futuro da Humanidade».
«Personalidade notável, profundamente empenhado na cidadania ativa, na valorização do conhecimento e do desenvolvimento sustentável, com particular interesse nas questões do ‘nosso grande recurso comum’, o oceano», acrescenta.
A nota refere ainda que, «por formação e por convicção, Mário Ruivo foi um defensor da ciência e da investigação como suporte para boas políticas públicas, incluindo a da governação sustentável do oceano».
«Foi com essa visão que, nos anos 50, participou nas negociações que dariam origem à Convenção da Lei do Mar, no âmbito das Nações Unidas, hoje em vigor e aceite pela maioria dos países», diz também.
Posteriormente, «Mário Ruivo iniciou a sua carreira internacional, tendo assumido cargos dirigentes em organizações do sistema das Nações Unidas, como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco».
«Mário Ruivo foi o coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos, que produziu o relatório ‘O Oceano o Nosso Futuro’, apresentado na Assembleia da Nações Unidas, e que o celebrou com a aprovação do dia 8 de junho como o Dia Mundial dos Oceanos», acrescenta o documento.
E conclui: «Mário Ruivo foi condecorado por diversas vezes por Mário Soares e Jorge Sampaio, e recebeu - em dezembro - passado o título de doutor honoris causa da Universidade do Algarve».
