RTP tem de evoluir «para operador de serviço público universal de media multiplataforma»

RTP tem de evoluir «para operador de serviço público universal de media multiplataforma»

Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes

Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes

O Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, afirmou que a RTP tem de fazer «a evolução de operador de serviço público de rádio e de televisão para operador de serviço público universal de media multiplataforma, situando-se na linha da frente da inovação».

Durante a intervenção na cerimónia de comemoração do 60.º aniversário da RTP, presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa, o Ministro fixou o objetivo de servir todos os públicos «com uma oferta abrangente e diferenciada que inclua não só produtos generalistas, mas também conteúdos adequados aos vários segmentos de mercado e meios de distribuição».

Numa fase em que se está a atravessar «uma profunda transformação estrutural dos meios de comunicação social», o Ministro frisou que «o serviço público tem obrigação de responder cabalmente a estas mudanças».

«É uma necessidade evidente de adaptação, sob pena de não serem captados públicos para os quais o digital é a forma privilegiada de contacto e consumo de produtos de media», acrescentou.

Serviço público

O Ministro afirmou que a era do digital não pode perder de vista os valores fundamentais e destacou a intenção de «recentrar a RTP na lógica do serviço público, apostando em conteúdos diferenciados, de qualidade, valorizando a sua dimensão educativa».

O serviço deve destacar-se na «promoção da cultura e das artes em Portugal e no estrangeiro, na articulação com instituições culturais a nível nacional e regional, na divulgação do livro, no apoio ao cinema e à produção independente, na digitalização e disponibilização gratuita do seu arquivo online aos cidadãos».

Castro Mendes referiu ainda o desejo de que «para além de honrar a memória coletiva dos portugueses, a RTP possa construir um futuro de progresso, de inovação, de cultura e de conhecimento».

Pilar da democracia

Luís Filipe Castro Mendes afirmou que o Governo encara a cultura «como um pilar essencial da democracia, da identidade nacional, da inovação e do desenvolvimento sustentado».

Desta forma, o contrato de serviço público deve manter um conjunto de princípios e obrigações: «Independência, universalidade, pluralismo, diversidade, proteção das minorias, inovação, qualidade, valorização da cultura em todas as suas dimensões e da nossa afirmação nacional e internacional».

O Ministro disse que, nesse âmbito, e em cumprimento do princípio da universalidade do serviço público, o Governo alargou a oferta de serviços de programas na Televisão Digital Terrestre «permitindo o acesso integral em sinal aberto a todos os canais de âmbito nacional de serviço público».

Assim, é assegurada «não só uma maior quantidade de conteúdos, mas também uma maior diversidade de programação, afirmando o serviço público de rádio e televisão como meio privilegiado da política cultural».

Áreas: Cultura