
Ministras da Presidência e da Modernização Adminsitrativa, Maria Manuel Leitão Marques, e da Administração Interna, Constânça Urbano de Sousa, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, 20 a
Segurança rodoviária, 20 abril 2017
Governo aprova Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária 2020
Governo aprova Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária 2020
Ministra da Administração Interna apresenta Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária 2020
O Governo aprovou o Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE 2020), documento que inclui 108 medidas com o objetivo de reduzir em mais de metade o número de mortos nas estradas portuguesas até 2020.
Depois de ter estado em consulta pública, o Plano foi aprovado em Conselho de Ministros e tem como metas reduzir em 56% o número de vítimas mortais e em 22% os feridos graves em 2020, face aos valores de 2010.
Com 108 medidas, o PENSE 2020 tem como objetivos estratégicos «melhorar a gestão da segurança rodoviária», tornar os utilizadores, infraestruturas e veículos «mais seguros», além de pretender «melhorar a assistência e o apoio às vítimas».
Com a consulta pública caíram duas das medidas que geraram maior controvérsia, designadamente a obrigatoriedade dos ciclistas passarem a utilizar capacetes e a introdução de ações de formação obrigatórias para quem revalida a carta aos 65 anos.
Nesse sentido, o Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária estabelece agora que vão ser desenvolvidas campanhas dirigidas aos utilizadores de velocípedes, alertando-os para os comportamentos de risco, incluindo a não utilização dos equipamentos de proteção, e aos condutores de veículos automóveis com enfoque na interação com os ciclistas.
Vai ser também estudada a viabilidade de implementar a obrigatoriedade de conhecimento teóricos para os condutores de motociclos e automóveis ligeiros.
Resultados após consulta pública
Dos contributos recolhidos após a consulta pública, o Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária passou também a incluir «a implementação do sistema de georreferenciação e gestão, de forma integrada, da informação recolhida pelas forças de segurança sobre os acidentes de viação» e a promoção da «aplicação de programas direcionados aos problemas do consumo de álcool, de substâncias psicoativas e de medicamentos, no âmbito da política da saúde».
Para acompanhar e monitorizar o Plano, estão previstas as criações da Comissão Interministerial para a Segurança Rodoviária (CISR), do Conselho Nacional de Segurança Rodoviária (CNSR) e o Conselho Científico de Monitorização (CCM).
Na Comissão Interministerial para a Segurança Rodoviária estão representados 11 ministérios e no Conselho Nacional de Segurança Rodoviária fazem parte as entidades públicas e privadas com intervenção na segurança rodoviária, enquanto o Conselho Científico de Monitorização é constituído por instituições do ensino superior e tem como missão elaborar relatórios anuais e avaliar o cumprimento dos planos de ação.
Foto: Ministras da Presidência e da Modernização Adminsitrativa, Maria Manuel Leitão Marques, e da Administração Interna, Constânça Urbano de Sousa, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, 20 abril 2017
