«Um dia histórico» com aprovação da lei da representação equilibrada nas administrações das empresas

«Um dia histórico» com aprovação da lei da representação equilibrada nas administrações das empresas

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita

O Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que a aprovação da lei que estabelece o regime da representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e de fiscalização das empresas do setor público empresarial e das empresas cotadas em bolsa marcou «um dia histórico».

«Hoje é um dia histórico, um dia em que mulheres e homens poderão assumir maior responsabilidade no futuro, na gestão quer das empresas públicas, quer das maiores empresas portuguesas», sublinhou Eduardo Cabrita.

«Queria saudar a maioria muito alargada que viabilizou a aprovação desta lei e dizer que o Parlamento cumpriu a sua função, que o resultado final valorizou a proposta apresentada pelo Governo», disse.

«Não tenho ilusão que esta lei resolva tudo, mas tenho a consciência que se deu um passo histórico e agradeço aos deputados de todas as forças políticas da direita à esquerda que hoje viabilizaram esta iniciativa», referiu.

O Ministro fez esta declaração após a aprovação do diploma pela Assembleia da República, no final de uma reunião com representantes da Associação de Municípios da Madeira, no Funchal.

A Lei prevê, nomeadamente, que, nas empresas do setor público, deve existir uma proporção de pelo menos um terço de mulheres nos órgãos de administração e de fiscalização, a partir de 1 de janeiro de 2018.

Nas empresas cotadas em bolsa, essa proporção «não pode ser inferior a 20%» a partir da primeira assembleia geral eletiva após 1 de janeiro de 2018, e a um terço (33,3%) a partir de janeiro de 2020.

O Ministro disse ainda que «esta lei está na linha daquilo que tem sido feito nos países mais igualitários da Europa», acrescentando que «o Estado deve dar o exemplo».

Eduardo Cabrita sublinhou que a lei vem permitir que, «num país em que as mulheres são a maioria das licenciadas e das doutoradas, que elas adequadamente participem também nos níveis de maior responsabilidade da decisão quer das empresas públicas, quer das privadas».

O debate relacionado com este diploma decorreu na Assembleia da República «durante mais de um ano, com todo o tempo, ouvindo associações empresariais, a sociedade civil».

Contudo, «há mais passos a dar e há muito mais a fazer», apontando a importância de «combater as disparidades salariais, reforçar mecanismos de conciliação entre a vida pessoal e familiar na contratação coletiva, ultrapassar barreiras de vidro, às vezes quase invisíveis».