«É tempo de olhar com mais atenção» para a estrutura da NATO em Oeiras

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, realçou o olhar renovado para o Atlântico e os passos dados na modernização da Aliança a fi

Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, no final da reunião do Conselho do Atlântico Norte de 2018, Bruxelas, 15 fevereiro 2018

Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, no final da reunião do Conselho do Atlântico Norte de 2018, Bruxelas, 15 fevereiro 2018

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, realçou o olhar renovado para o Atlântico e os passos dados na modernização da Aliança a fim que esta esteja apta para enfrentar as ameaças atuais no final da primeira reunião do Conselho do Atlântico Norte de 2018, em Bruxelas.

«Destacaria a consolidação do hub de Nápoles e o comando do Atlântico, que diz bastante a Portugal. Temos defendido uma organização realmente a 360º. Era tempo, não só de enfrentar as questões, e as ameaças provindas do Sul, como também olhar de novo para o Atlântico».

Sobre o novo comando do Atlântico, o Ministro referiu que não se trata de um quartel-general, mas de uma unidade que deverá ter cerca de vinte pessoas. Azeredo Lopes afirmou ainda que não há apresentação nem avaliação de candidaturas para o comando, mas que se espera que este venha trazer «robustez e maior eficiência no planeamento da organização, agora que o Atlântico tem de novo um peso na reflexão estratégica sobre as ameaças».

Portugal, garantiu Azeredo Lopes, expressou que independentemente da localização do «novo comando do Atlântico, é tempo de olhar com mais atenção para uma estrutura que temos entre nós, a STRIKFORNATO, em Oeiras, que está perfeitamente virada para o Atlântico e que preenche perfeitamente uma vocação, ou de articulação com o futuro comando, ou de um qualquer reforço das suas responsabilidades».

Partilha de responsabilidades

O compromisso assumido pelos Estados-membros da partilha de esforços e de responsabilidades deve ser encarado numa perspetiva de dez anos (2014-2024) em três dimensões: os recursos financeiros alocados à defesa; a percentagem, dentro desses recursos, atribuídos à constituição e reforço de capacidades; e, em terceiro lugar, as contribuições, ou seja, «o papel de cada Estado na preservação ou na construção da paz».

Para o Ministro, Portugal tem motivos de orgulho nestas matérias visto que «tem um papel desproporcionadamente favorável». «Só no ano passado — e este ano ainda vamos reforçar esta dimensão — estiveram envolvidos em missões no exterior mais de 500 militares por dia, o que significa uma média muito forte para Portugal», acrescentou.

Ao nível das capacidades, Azeredo Lopes afirmou ainda que no decurso deste ano será revista a Lei de Programação Militar «sendo a aposta principal no reforço de capacidades».

Esta foi a penúltima reunião do Conselho Atlântico Norte antes da Cimeira de Bruxelas, que terá lugar em julho.