«Engenheiras por um Dia» tem como objetivo combater a segregação profissional
O Ministro Adjunto,
Eduardo Cabrita, apresentou, em Coimbra, a iniciativa «Engenheiras por um Dia»
um projeto-piloto do programa de dessegregação das escolhas profissionais, cujo
objetivo é prevenir e combater a segregação das ocupações profissionais em
razão do sexo.
O Ministro afirmou: «Vamos ter
brevemente […] uma lei sobre disparidades salariais, que são disparidades
indiretas. E que afetam, curiosamente, sobretudo as mulheres mais
qualificadas».
«À medida que a qualificação
aumenta, a disparidade também aumenta», sublinhou Eduardo Cabrita, referindo
que a diferença salarial no País ronda os 25%, para os casos de mulheres com
formação superior. A média nacional é de cerca de 18%.
Com a nova legislação, o Governo quer agir na identificação dos
fatores não escritos, decorrentes de estereótipos de género, presentes nas
práticas das organizações.
«Há pouquíssimos exemplos de
países com legislação deste tipo» referiu ainda o Ministro, acrescentando que a
Alemanha e a Islândia «fizeram caminhos nesse sentido». «O Governo pretende
trabalhar com as empresas sobre o fenómeno das disparidades salariais».
«Engenheiras por um Dia» resulta de uma parceria com o Instituto Superior Técnico (IST)
da Universidade de Lisboa, a Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres
e 10 escolas ou agrupamentos escolares, a que aderiram a IBM Portugal, a
Siemens e a Microsoft Portugal como entidades patrocinadoras.
Agenda para a
Igualdade
Este Projeto enquadra-se
na Agenda para a Igualdade no Mercado de Trabalho e nas Empresas que o Governo
tem vindo a discutir com a Concertação Social.
Assente em cinco pilares
- paridade nos cargos de decisão (já em vigor), segregação ocupacional (nas
profissões), disparidades salariais, parentalidade e conciliação da vida
pessoal, familiar e profissional - «Engenheiras por um dia» assinala o Dia
Internacional das Raparigas, celebrado a 11 de outubro.
Instituída pelas Nações
Unidas, esta data visa prevenir o futuro agravamento das discrepâncias entre os
sexos quanto a rendimentos, possibilidades de carreira e oportunidades de
ascensão a cargos de liderança nas áreas da Engenharia e Tecnologias.
Em Portugal, nos últimos
três anos letivos, apenas 19% das inscrições em licenciaturas de engenharia
pertenciam a mulheres.
Destinatárias
do projeto
«Engenheiras
por um Dia» destina-se a alunas do ensino secundário
(10.º e 11.º anos, da área de Ciências e Tecnologias) e a alunas
do 3.º ciclo do ensino básico (a inscreverem-se em cursos profissionais).
Em cada escola onde
decorrerá esta experiência, haverá um conjunto de desafios propostos pelo IST e
dinamizados por uma equipa de alunas do Instituto. Ao longo do ano, cada escola
desenvolverá o seu projeto através das atividades mais adequadas à sua
comunidade.
As escolas poderão ainda desenvolver atividades com as
autarquias, universidades e institutos politécnicos ou centros tecnológicos do
seu território, empresas ou Organizações Não Governamentais, de forma a
potenciar a discussão sobre a segregação das profissões devido ao sexo ou a
participação das mulheres nas engenharias e tecnologias.
Participam neste Projeto:
AE de Miranda do Corvo; AE de Pombal; AE do Fundão; AE nº 4 de
Évora; AE Prof. Reynaldo dos Santos (V. Franca de Xira); AE de Lavra
(Matosinhos); Escola Secundária D. Filipa de Vilhena (Porto); Escola Secundária
Garcia de Orta (Porto); Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho (Figueira da
Foz) e Escola Secundária Alfredo dos Reis Silveira (Seixal).
Veja o vídeo promocional.
