Estabilização de emergência dos solos das áreas ardidas está a ser feita «no tempo certo»
Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural esteve no lançamento do projeto Semear Portugal por Via Aérea

Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, no arranque da primeira fase do projeto Semear Portugal por Via Aérea, Viseu, 6 dezembro 2017
Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, no arranque da primeira fase do projeto Semear Portugal por Via Aérea, Viseu, 6 dezembro 2017
O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, destacou o facto de Portugal estar a fazer trabalhos de estabilização de emergência dos solos «no tempo certo», no mesmo ano em que ocorre os incêndios.
No aeródromo de Viseu, o Secretário de Estado esteve presente no arranque da primeira fase do projeto Semear Portugal por Via Aérea e destacou que é uma iniciativa que «nasceu da sociedade civil, de um conjunto de organizações não-governamentais e movimentos ligados ao ambiente».
Uma aeronave levantou voo do aeródromo carregado de sementes de gramíneas e leguminosas, que foram depois lançadas em Mourilhe (no concelho de Mangualde), com o objetivo de ajudar a reduzir a erosão dos solos e promover a biodiversidade em zonas íngremes fustigadas pelos incêndios.
O projeto é uma iniciativa da Take C’Air Crew Volunteers e da Replantar Portugal, em parceria com a Quercus e com a Avitrata, e, numa primeira fase, envolve os municípios de Mangualde, Nelas, Gouveia, Oliveira do Hospital, Tondela e Seia.
O Governo vai acompanhar o projeto, que «testa uma prática diferente» e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas «vai fazer um trabalho para avalização de resultados desta nova prática de estabilização de emergência».
Iniciativa pode ser alargada ao resto do País
O Secretário de Estado referiu que a iniciativa está a gerar pedidos espalhados pelo País para que o Governo estenda a operação a outras zonas mas sublinhou a importância de dominar a técnica e conhecer os seus resultados antes de se avançar.
«É muito importante [que haja estas iniciativas], têm um valor simbólico e a nós cabe agora avaliar e acompanhar, juntamente com as entidades envolvidas», acrescentou.
Miguel João de Freitas disse ainda que tem estado a ser utilizada, desde o final de novembro, uma outra técnica de estabilização de emergência em três municípios, estando projetadas para as próximas semanas mais sete iniciativas.
