Governo aprova pacote legislativo de políticas de habitação

Objetivo é a melhoria da qualidade de vida das populações, a revitalização das cidades e a promoção da coesão social e territorial

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, 26 abril 2018

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, 26 abril 2018

O Governo aprovou em Conselho de Ministros um pacote legislativo que «representa mais um passo decisivo na concretização da Nova Geração de Políticas de Habitação, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida das populações, a revitalização das cidades e a promoção da coesão social e territorial».

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que este pacote vem dar cumprimento à medida de dar relevância a uma nova política de habitação com base numa «estratégia pensada nas pessoas e não nas casas».

A abordagem do Governo tem dois objetivos prioritários: garantir o acesso de todos a uma habitação adequada, entendida no sentido amplo de habitat e orientada para as pessoas; e criar as condições para que a reabilitação passe de exceção a regra e se torna na forma de intervenção predominante, tanto ao nível do edificado como das áreas urbanas.

O comunicado do Conselho de Ministros refere que a Nova Geração de Políticas de Habitação integra «um conjunto de medidas que visam dar resposta aos principais problemas identificados no acesso à habitação» e o Ministro destacou o objetivo de garantir que «se possam comemorar os 50 anos do 25 de abril [2024] sem famílias em situações indignas de habitação.

Programas aprovados pelo Governo

O Governo aprovou quatro programas para alcançar os objetivos propostos:

- O Primeiro Direito, para criar condições de acesso a uma habitação adequada a pessoas que vivem em situações habitacionais indignas e que não dispõem de capacidade financeira para encontrar uma solução habitacional no mercado;

- O Programa de Arrendamento Acessível, para promover uma oferta alargada de habitação para arrendamento a preços reduzidos, de acordo com uma taxa de esforço comportável pelas pessoas e agregados;

- O programa Chave na Mão, para facilitar a mobilidade habitacional das famílias atualmente residentes em áreas de forte pressão urbana e que queiram fixar-se em territórios de baixa densidade;

- O programa Da Habitação ao Habitar, para promover a integração socioterritorial dos bairros de arrendamento público e a melhoria global das condições de vida dos seus moradores.

O Governo aprovou ainda um conjunto de diplomas que vão «ao encontro do objetivo de garantir acesso à habitação a quem não tem resposta por via do mercado», entre os quais a proposta de lei que estabelece taxas autónomas diferenciadas para os arrendamentos habitacionais com contratos de longa duração ou o regime extraordinário relativo ao abastecimento provisório de energia elétrica às habitações precárias que abrangem famílias em situação económica e social vulnerável.

O pacote legislativo sobre a Nova Geração de Políticas de Habitação foi apresentado a 23 de abril, numa cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro António Costa, que contou com a presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, e da Secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho.