Governo aproxima justiça dos cidadãos em processos de natureza cível

Alteração da Lei da Organização do Sistema Judiciário vai permitir que juízos de proximidade decidam casos com valor de causa até aos 50 mil euros

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, Lisboa, 26 julho 2018

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, Lisboa, 26 julho 2018

O Conselho de Ministros aprovou a proposta de lei que altera a Lei da Organização do Sistema Judiciário e que vai permitir «que as audiências de julgamentos dos processos de natureza cível da competência dos juízos locais cíveis e dos juízos de competência genérica são realizadas no juízo territorialmente competente, de acordo com as regras processuais aplicáveis».
 
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, realçou que esta é mais uma dimensão em que o Governo está a «aproximar a justiça dos cidadãos» depois de em 2016 ter decidido a reabertura de vinte tribunais encerrados e a prática de atos judiciais em mais 27 juízos de proximidade.
 
Os 47 juízos de proximidade em questão passaram a fazer julgamentos criminais em que a pena máxima em questão fosse de cinco anos e agora, nos casos de matéria cível, poderão fazer o mesmo desde que o valor da causa se situe até aos 50 mil euros.
 
A Ministra destacou que já houve mais de 2000 julgamentos criminais feitos nos 47 juízos, numa experiência que «concretiza a aproximação da justiça aos cidadãos».
 
«O diploma a apresentar à Assembleia da República representa mais um importante passo no sentido de reaproximar a justiça dos cidadãos, cumprindo o desígnio anunciado no Programa do Governo de assegurar a realização em cada concelho de julgamentos que respeitem aos cidadãos desse mesmo concelho», pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.
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