Governo desenvolve políticas que resgatam ensino profissional de posição secundária
Ensino profissional não pode ser um depósito de insucessos escolares precoces, nem uma estrada secundária

Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, no seminário «O Percurso das Qualificações em Portugal e o Contributo das Escolas Profissionais», Porto, 21 janeiro 2019
Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, no seminário«O Percurso das Qualificações em Portugal e o Contributo das Escolas Profissionais», Porto, 21 janeiro 2019
O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou que o Governo tem estado a «desenhar, construir e realizar» políticas que resgatam o ensino profissional de uma posição secundária para o colocar numa posição de igualdade com o humanístico e científico.
«Valorizar o ensino profissional implica, pois, fazer com que seja uma via de ensino com a mesma qualidade das demais e em plena igualdade com as demais. Não um depósito de insucessos precoces, nem uma estrada secundária que segue em diagonal - e nunca em paralelo - face à autoestrada para onde todos olham», afirmou.
O Ministro discursava no seminário nacional «O Percurso das Qualificações em Portugal e o Contributo das Escolas Profissionais», organizado pela Associação Nacional de Escolas Profissionais, no Porto.
Tiago Brandão Rodrigues afirmou que a atual exigência do desenvolvimento do País é erguer o ensino profissional a um nível de «absoluta igualdade», em quantidade de oferta e em reputação de qualidade, com o ensino científico-humanístico.
Portugal precisa de tornar este ensino «mais apelativo, mais inclusivo e mais reconhecido» no mercado de trabalho, adequando a oferta de cursos profissionais às dinâmicas do mercado de trabalho em cada região.
O Ministro recordou ainda que o ensino profissional foi por «opções políticas erradas» e por razões socioeconómicas e culturais do País «inaceitavelmente desvalorizado».
