Governo vai investir 500 milhões de euros em equipamentos hospitalares

Valor será repartido pelos próximos três anos e provém, também, de fundos comunitários

Ministra da Saúde, Marta Temido,  na inauguração de equipamentos de Imagiologia no Hospital de Santa Maria, Lisboa, 14 dezembro 2018 (Foto: Manuel Almeida/LUSA)

Ministra da Saúde, Marta Temido, na inauguração de equipamentos de Imagiologia no Hospital de Santa Maria, Lisboa, 14 dezembro 2018 (Foto: Manuel Almeida/LUSA)

Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde vão precisar, nos próximos três anos, de 500 milhões de euros de investimento em equipamentos, conforme análise das necessidades prioritárias feitas pela área governativa da Saúde.

À margem da inauguração de equipamentos de imagiologia no hospital Santa Maria, em Lisboa, a Ministra da Saúde, Marta Temido, referiu que a anterior equipa ministerial tinha feito um levantamento de necessidades de investimento no Serviço Nacional de Saúde, que apontavam para mil milhões de euros e que continham diversos investimentos, incluindo novas unidades hospitalares que vão surgir no Seixal, em Sintra ou em Lisboa Oriental.

«Esse levantamento foi depois analisado e priorizado. Dessa priorização resultou um conjunto de investimentos que anda na casa de 500 milhões de euros», referiu Marta Temido, acrescentando que «não seria possível que se executassem todos ao mesmo tempo.»

Parte do investimento será proveniente de fundos comunitários

A Ministra referiu que o investimento será repartido pelos próximos três anos, não sendo o Orçamento do Estado a única fonte de financiamento, mas também os fundos comunitários.

Marta Temido deu como exemplo do programa de apoio comunitário Lisboa 2020 que tem à sua gestão 800 milhões de euros e no qual, mais de 100 milhões são só para a área da Saúde.

A Ministra disse também que o plano de investimento está alinhado com a proposta do Governo para a Lei de Bases da Saúde, que advoga a criação de planos plurianuais de investimento.

Trata-se de «trabalhar com planeamento e com foco nas prioridades» e não em resposta a situações de pressão do momento, referiu ainda.
Áreas: Saúde