Ministra da Cultura quer recriar bibliotecas móveis para o século XXI

Governo quer promover sinergias entre organismos e instituições para oferecer respostas adequadas aos novos modos de leitura

Ministra da Cultura, Graça Fonseca, na conferência anual do Plano Nacional de Leitura, Lisboa, 31 outubro 2018

Ministra da Cultura, Graça Fonseca, na conferência anual do Plano Nacional de Leitura, Lisboa, 31 outubro 2018

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmou a intenção de o Governo «recriar para o século XXI a biblioteca móvel, para ir de aldeia em aldeia e de escola em escola».

Em Lisboa, na conferência anual do Plano Nacional de Leitura, a Ministra lançou o desafio para que as áreas de Governo da Cultura e da Educação trabalhem em conjunto com a Fundação Calouste Gulbenkian para avançar com o projeto de recriação do conceito.

Graça Fonseca sublinhou que os hábitos de leitura são «profundamente diferentes» quando comparados com há 20 ou 30 anos e referiu que Governo e autarquias devem promover uma adaptação para «oferecer instrumentos, ferramentas e equipamentos» que forneçam a resposta adequada aos novos modos de leitura.

A Ministra referiu também a intenção de promover outras sinergias entre organismos e instituições, para além da proposta deixada à Fundação Calouste Gulbenkian de renovação das bibliotecas móveis para ambientes digitais.

Em 1958, a Fundação Calouste Gulbenkian impulsionou o sistema de biblioteca itinerantes, numa altura em que não havia ainda a atual rede de bibliotecas públicas municipais, a taxa de analfabetismo era elevada e o acesso a estes equipamentos escasso.

Segundo a Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas (DGLAB), existem atualmente mais de 60 bibliotecas móveis no país, agregadas a serviços municipais, que disponibilizam de forma gratuita o acesso a livros e publicações às populações que não podem deslocar-se a uma biblioteca.
Tags: leitura
Áreas: Cultura