
Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, no encerramento do curso de auditores 2017/2018, Lisboa, 10 maio 2018
Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, no encerramento do curso de auditores 2017/2018, Lisboa, 10 maio 2018
Ministro da Defesa Nacional encerra curso de auditores 2017/2018
Uma das novidades deste ano foi a apresentação do melhor trabalho de investigação, sobre o tema «Terrorismo e Violência Política»

Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, no encerramento do curso de auditores 2017/2018, Lisboa, 10 maio 2018
Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, no encerramento do curso de auditores 2017/2018, Lisboa, 10 maio 2018
O Ministro da Defesa Nacional presidiu ao encerramento do curso de auditores 2017/2018, no Instituto da Defesa Nacional, em Lisboa, dia 10 de maio, tendo felicitado os 42 auditores que concluíram esta formação no presente ano letivo e os 51 auditores do curso anterior, que receberam agora o diploma ou certificado.
Durante a sua intervenção sobre Política de Defesa, José Alberto Azeredo Lopes considerou que é «de capital importância que Portugal marque a sua presença no contexto geoestratégico contemporâneo e que esteie a sua Defesa Nacional num pensamento e numa ação fortemente inscritos no mundo, adaptáveis e adaptados à volatilidade e à hibridez das novas ameaças».
Para tal, é necessário que as Forças Armadas estejam «preparadas, equipadas, capacitadas e concentradas nas missões que a orientação política previamente enquadrou».
O Ministro anunciou a revisão de «diplomas que, no seu conjunto, orientam e circunscrevem a Ação Externa da Defesa Nacional», como os adidos de Defesa, as Forças Nacionais Destacadas e a Cooperação no Domínio de Defesa, por se tratar de «um processo de primacial importância».
«Uma palavra que é testemunho da minha convicção de que, quando concluída esta revisão, poderemos dizer que a Ação Externa da Defesa está doravante apoiada em instrumentos mais modernos, mais adequados às necessidades atuais, mais vocacionados para o preenchimento da cabal importância da componente externa da Defesa como dimensão fundamental e incontornável, por direito próprio, da Política Externa de Portugal», acrescentou Azeredo Lopes.
O Ministro defendeu ainda a passagem de um conceito mais restrito de Cooperação Técnico Militar – que tem pautado o relacionamento com os países da CPLP – para uma nova abordagem de Cooperação no Domínio da Defesa e que é, antes de mais, sinónimo de reciprocidade.
Azeredo Lopes dirigiu-se aos auditores, desejando que o curso os tenha «enriquecido como profissionais, pessoas e cidadãos, porque pensar a Defesa Nacional é também amar Portugal».
O Diretor do IDN destacou, por sua vez, a importância do Curso em promover uma consciência pública informada sobre os assuntos da Segurança e da Defesa, em particular, nas sociedades abertas democráticas e transparentes, num contexto cada vez mais globalizado.
Na 42.ª edição do Curso, o general Vítor Viana referiu que o mesmo se tem afirmado como «uma referência nas elites portuguesas», tendo já sido formados 1841 auditores, oriundos das mais diversas áreas profissionais e académicas.
Uma das novidades introduzidas este ano foi a apresentação do melhor trabalho de investigação realizado pelos auditores subordinado ao tema «Terrorismo e Violência Política».
