Prémio Liberdade Religiosa 2017 distingue defesa da igualdade de cultos

Ministra da Justiça e Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa entregaram o prémio a um trabalho de Rita Mendonça Leite

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na cerimónia de entrega do Prémio da Liberdade Religiosa 2017

Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na cerimónia de entrega do Prémio da Liberdade Religiosa 2017

A Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e o Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, José Vera Jardim, entregaram o Prémio Liberdade Religiosa 2017 ao trabalho «O Papel da Sociedade Bíblica na construção da Liberdade Religiosa em Portugal durante a Monarquia Constitucional e a I República», da autoria de Rita Mendonça Leite.

Numa cerimónia que contou com a presença das diferentes confissões religiosas representadas na Comissão, a Ministra da Justiça realçou a importância da liberdade religiosa: «Vivenciamos hoje uma realidade cada vez mais diversa, também do ponto de vista das religiões e dos grupos religiosos, pelo que é preciso assegurar a existência de condições efetivas de liberdade de manifestação da fé e das crenças religiosas, em concretização do princípio da liberdade que a constituição da República acolheu».

Francisca Van Dunem referiu ainda o papel da Comissão da Liberdade Religiosa na realização das suas missões em matéria de investigação científica e conhecimento das igrejas e comunidades religiosas existentes em Portugal.

O Prémio Liberdade Religiosa, que foi retomado em 2017, visa reconhecer trabalhos de investigação científica na área da Liberdade Religiosa em Portugal, com realce para as vertentes teológica, filosófica, jurídica e sociológica.

Na cerimónia, foram ainda entregues as menções honrosas a Susana Machado e Inês Granja Costa, respetivamente com os textos «Uso de Símbolos Religiosos no local de trabalho: os limites à liberdade de manifestação das convicções religiosas» e «O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e os símbolos religiosos: o uso do véu muçulmano na Europa do século XXI».