Reconstrução das segundas habitações é importante para revitalizar a economia das zonas afetadas pelos incêndios

Governo está a estudar com as autarquias respetivas a hipótese dos donativos privados servirem este objetivo

O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que, «para a revitalização de toda a economia e sociedade de muitos destes concelhos, as segundas habitações são também importantes», referindo-se às zonas afetadas pelos incêndios que, nos dias 15 e 16 de outubro, assolaram as zonas Norte e Centro do País.

Estas declarações foram feitas aos jornalistas após a apresentação do modelo de reconstrução das habitações, na Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra.

«Do ponto de vista legal, temos aqui muitas dificuldades de agir porque muitas das segundas habitações não estão cobertas por seguros e, portanto, a reorientação dos apoios privados para essa realidade pode ser uma forma de o fazer neste momento», acrescentou o Primeiro-Ministro.

António Costa sublinhou que as segundas habitações «não são simples casas de veraneio, pois muitos descendentes deslocam-se ao território onde cresceram ou nasceram semanalmente, e também nos momentos de festa, tendo um papel muito importante na dinâmica social dos territórios afetados» e da sua economia.

Esta solução, dos donativos privados serem aplicados na reconstrução de segundas habitações, vai ser discutida com os presidentes dos respetivos municípios, para se encontrar uma resposta às necessidades das pessoas que viram essas casas destruídas.

Durante a tarde, o Primeiro-Ministro visitou Vale Serrão, onde 48 habitações foram atingidas pelo incêndio dos dias 15 e 16 de outubro, grande parte das quais segundas habitações.