Recuperação das regiões mais atingidas pelos incêndios de outubro pensada em conjunto com os autarcas
Ministro do Planeamento e Infraestruturas visitou várias zonas do Norte e Centro do País para identificar prejuízos e definir apoios necessários

Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, após reunião com os autarcas de Valongo e Gondomar, 18 outubro 2017
Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, após reunião com os autarcas de Valongo e Gondomar, 18 outubro 2017
«De duas a três semanas, o
levantamento concreto dos prejuízos» causados pelos incêndios dos dias 15 e 16
de outubro, que atingiram vários concelhos do Norte e Centro do País, «estará
concluído e, a partir daí, definir-se-ão as medidas de apoio para reerguer a
vida das pessoas», afirmou o Ministro, em declarações aos jornalistas, no final
de uma reunião com os autarcas de Gondomar e Valongo.
O Ministro referiu que o
Governo, ao visitar as regiões afetadas, está «a pensar, com os autarcas, em
começar a reerguer e recuperar as comunidades mais atingidas pelos fogos porque
foram dias muito duros e difíceis» para as pessoas.
«Foram ocorrências lamentáveis e trágicas, do ponto de vista
humano», disse Pedro Marques, sublinhando que «o Estado está cá para ajudar as
pessoas afetadas», seja do ponto de vista pessoal, social ou económico, «as
populações têm de ter apoios e vão tê-los».
Identificar prejuízos e definir apoios
«O Governo está a
começar um levantamento de prejuízos nas habitações, nas empresas, nas
infraestruturas municipais e do ponto de vista agrícola e florestal», afirmou
também o Ministro, em declarações aos jornalistas, em Viseu, após reunir com
autarcas dos municípios de Mangualde, Carregal do Sal e Nelas.
Referindo que este
se trata de um trabalho extenso, semelhante ao que foi feito após os incêndios
de Pedrógão Grande, em junho, Pedro Marques sublinhou: «O que nos comprometemos
a fazer aqui é um levantamento rápido dos prejuízos e a definição dos apoios».
«Os eventos são de
natureza extraordinária e profundamente lamentáveis, em particular a morte das
pessoas, mas a melhor homenagem que se pode fazer àqueles que infelizmente
perdemos ou que estão afetados por estes incêndios é ajudar a reerguer as suas
terras, famílias e vidas, garantindo e salvaguardando os seus empregos», disse
o Ministro.
Alterações climáticas exigem
maior resiliência
O Ministro alertou para que «o
País tem, agora, de se tornar mais resiliente e preparado para as condições
que, infelizmente, poderão estar para ficar», dadas as alterações climáticas.
Pedro Marques referiu o Conselho
de Ministros extraordinário de dia 21 de outubro, em que o Governo irá debater
«forma de melhorar os mecanismos de proteção civil, de tomar decisões com base
no relatório da comissão técnica independente [sobre os incêndios de junho] e
de começar a reconstruir estes territórios».
«Tivemos um
relatório técnico de grande credibilidade que nos aponta pistas concretas de
como fazer evoluir o nosso modelo de proteção civil, mas também a prevenção
estrutural», disse o Ministro.
Pedro Marques
lembrou ainda: «Temos uma reforma da floresta que já foi aprovada e que está a
ir para o terreno e temos um conjunto de ilações e de medidas que retiramos
desse trabalho da comissão» que «tem que representar, de todo o País, um novo
impulso para uma floresta mais protegida, segura e resiliente».
«É um novo ciclo de
políticas a partir do melhor conhecimento, para que as ocorrências deste verão,
nas suas consequências trágicas sobre as famílias, possam desaparecer e,
naquilo que respeita às consequências dos fogos, à proteção civil e ao combate
aos fogos, possamos preparar-nos estruturalmente para uma situação diferente,
agravada pelas alterações climáticas», concluiu.
