Reposição da comparticipação dos tratamentos termais beneficia turismo do interior
Regime vai ser avaliado no primeiro trimestre de 2020 e caberá aos médicos de família a prescrição

Secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, e Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na cerimónia de assinatura da reposição da comparticipação dos tratamentos termais, São Pedro do Sul, 10 abril 2019
Secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, e Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na cerimónia de assinatura da reposição da comparticipação dos tratamentos termais, São Pedro do Sul, 10 abril 2019
A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, destacou que a reposição da comparticipação dos tratamentos termais para os contribuintes do Serviço Nacional de Saúde é «uma vitória do turismo no interior».
Na cerimónia de assinatura da reposição da comparticipação, nas termas de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, a Secretária de Estado sublinhou que o grupo de trabalho «tinha como prioridade abrir o mapa turístico de Portugal, porque o País é muito mais que o litoral».
A Secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, realçou que a medida está a ter um efeito imediato e que as termas de São Pedro do Sul «já têm vários pedidos de comparticipação destes tratamentos, o que comprova a mais-valia e a vontade da população em aceder a estes tratamentos». «As pessoas estavam à espera desta oportunidade», acrescentou.
Raquel Duarte afirmou que o regime de comparticipação «é feito através de um projeto-piloto, que vai ser avaliado no primeiro trimestre de 2020» e «caberá aos médicos de família a prescrição de um conjunto de tratamentos que terão uma duração entre 12 e 21 dias», uma previsão de comparticipação de 35% e um limite de 95 euros por utente.
Ana Mendes Godinho destacou a necessidade de afirmar «esta importância das termas na forma como se olha para uma vida saudável e de uma forma holística como se olha para tudo o que envolve as questões de saúde».
A Secretária de Estado do Turismo referiu também as quatro ações-chave deste trabalho: a reposição das termas, o investimento, a necessidade de formação e sensibilização e a «grande campanha de promoção e uma campanha de divulgação para que as termas voltem a estar no meio de todos».
«É preciso que haja investimento para requalificação das unidades para dar uma nova faceta às termas, nomeadamente na vertente de saúde e bem-estar», acrescentou, dizendo que também é preciso sensibilizar a classe médica para a «importância das termas como um instrumento preventivo».
