Surto de «legionella» em fase descendente
Ministro da Saúde anunciou agravamento das sanções para casos de faltas de qualidade do ar

Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, numa conferência de imprensa sobre o surto de «legionella» no hospital São Francisco Xavier, Lisboa, 7 novembro 2017 (Foto: Manuel Almeida/Lusa)
Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, numa conferência de imprensa sobre o surto de «legionella» no hospital São Francisco Xavier, Lisboa, 7 novembro 2017 (Foto: Manuel Almeida/Lusa)
O
Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, afirmou que o surto de
legionella «terá entrado numa curva descendente» e que «os portugueses têm
condições para confiar no Serviço Nacional de Saúde, que respondeu com grande
firmeza e competência» aos casos detetados no hospital São Francisco Xavier, em
Lisboa.
Numa
conferência de imprensa conjunta neste hospital, a diretora-geral da Saúde,
Graça Freitas, referiu que se estão a detetar menos casos de legionella por dia
e também que os resultados preliminares de análises colhidas após as medidas
corretivas aplicadas no sistema de refrigeração indiciam um efeito positivo
dessas medidas.
«Houve
uma grande capacidade de resposta» e «a realidade está a evoluir de forma muito
positiva», com «o número de casos novos perfeitamente estabilizado. Tudo indica
que o surto vai entrar numa fase com menos casos por dia até que se extinguirá.
Esperam-se para os próximos dias relativamente poucos casos», disse Graça
Freitas.
Agravamento
das sanções para faltas de qualidade do ar
O
Ministro anunciou ainda que o Governo vai agravar as sanções para os casos de
incumprimentos das normas de prevenção e vigilância quanto à qualidade do ar,
interior e exterior, na sequência do surto de legionella detetado no hospital
São Francisco Xavier, em Lisboa.
«Estou a trabalhar com o
Ministro do Ambiente para que possamos densificar, não só a malha da prevenção
e vigilância, mas também o quadro sancionatório, para os incumprimentos que
venham a ser encontrados, quer na qualidade do ar interior, como exterior», disse.
Adalberto Campos Fernandes
concluiu, sublinhando que «o importante é densificar a malha inspetiva e,
sobretudo, agravar o quadro sancionatório quando existe uma falha».
O surto, que já provocou duas
vítimas mortais, infetou - até ao momento - 35 pessoas, estando cinco
internadas em unidades de cuidados intensivos.
