Ministra da Cultura lamenta morte de do artista plástico e poeta Cruzeiro Seixas
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta profundamente a morte do artista plástico e poeta Cruzeiro Seixas (1920-2020), decano da arte portuguesa, um dos expoentes do surrealismo europeu e um nome que é sinónimo do património literário e artístico português dos últimos oitenta anos.
Natural da Amadora, frequentou a Escola António Arroio, onde contactou com personalidades do mundo das artes, como Mário Cesariny, Marcelino Vespeira, Júlio Pomar e Fernando Azevedo. No final dos anos 40, juntamente com Cesariny e outros artistas e escritores, como António Maria Lisboa, Carlos Calvet, Pedro Oom ou Mário-Henrique Leiria, integra o grupo Grupo Surrealista de Lisboa.
O seu longo e multifacetado percurso criativo, transversal às disciplinas artísticas, conta com inúmeras exposições individuais e coletivas em alguns dos mais importantes museus e galerias de arte em Portugal e no estrangeiro. Testemunhando o seu papel nas artes portuguesas, a sua obra plástica está representada nas mais importantes coleções públicas e privadas nacionais, como a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, a coleção do Museu Nacional de Arte Contemporânea/ Museu do Chiado, a Coleção da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como o seu importante acervo doado à Fundação Cupertino de Miranda e que faz parte do Centro de Estudos e Museu do Surrealismo, em Vila Nova de Famalicão.
A vida e obra do Mestre Cruzeiro Seixas, decano da arte portuguesa
e um dos grandes nomes do surrealismo europeu, representam um contributo
inegável para a cultura portuguesa, com a força criativa, inventiva e sensível
que a sua dimensão artística sempre manifestou e que a cultura portuguesa nunca
esquecerá. Como homenagem a este percurso único na cultura portuguesa e em
reconhecimento do inestimável trabalho de uma vida dedicada às artes plásticas
e à literatura, Cruzeiro Seixas recebeu, no passado 14 de outubro, a Medalha de
Mérito Cultural. Nesse dia, a cultura portuguesa elevou-se ao reconhecer o seu
registo inapagável e, hoje, é esse mesmo mérito e esse registo que repetimos e
evocamos, felizes de ter partilhado com o Mestre Cruzeiro Seixas esta parte do
seu percurso inesquecível.
À Família e Amigos enviam-se sentidas condolências.
