Ministra da Cultura lamenta morte de Francisco Espadinha

A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta a morte de Francisco Espadinha (1934-2020), fundador da Editorial Presença e um dos nomes que mais marcou o setor do livro nos últimos sessenta anos em Portugal.

Fundou a Editorial Presença em maio de 1960, juntamente com o livreiro António Barata, transformando o seu gosto pelos livros e pela leitura num trajeto exemplar e num dos projetos mais emblemáticos e ecléticos da história da edição em Portugal.

Com uma vocação inicial mais centrada na edição de obras de ensaio e teatro, desde cedo o catálogo da Presença manifestou a especial aptidão do seu editor para descobrir grandes sucessos de crítica e vendas, tornando-se cada vez mais amplo e abrangente. Exemplo disso é a Coleção Forma, modelar no género da poesia, com um arranjo e paginação que pautavam pela sobriedade e que combinava a edição de grandes autores com a estreia de poetas mais jovens, tornando-se uma das coleções mais imediatamente reconhecíveis e elogiadas entre os leitores de poesia.

Duas vezes presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, foi durante a sua direção que a Feira do Livro de Lisboa se mudou para o Parque Eduardo VII, uma decisão corajosa e que o sucesso das consecutivas edições deste evento literário veio confirmar como acertada. Para além do seu trabalho como editor e dirigente, fez ainda parte da Comissão Nacional da Língua Portuguesa e foi delegado português na Federação de Editores Europeus e Membro do Conselho Superior das Bibliotecas Portuguesas.

Francisco Espadinha será sempre uma figura marcante no mundo editorial português, pertencente a uma geração de grandes editores que começou o seu trabalho no anos sessenta.

À Família e Amigos enviam-se sentidas condolências.
Graça Fonseca
3 de setembro, 2020
Áreas: Cultura