Ministra da Cultura lamenta morte do artista, ilustrador e autor José Garcês
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta a morte do artista, ilustrador e autor José Garcês (1928-2020), uma referência incontornável da banda desenhada em Portugal.
Natural de Lisboa e com formação em desenho e artes gráficas na Escola de Artes Decorativas António Arroio, estreou-se em 1946 na lendária revista "O Mosquito", um dos mais emblemáticos projetos da banda desenhada em Portugal e onde colaboraram autores como Eduardo Teixeira Coelho ou Jayme Cortez. Colaborou também com outras revistas juvenis, como "Camarada", "O Papagaio", "Cavaleiro Andante", "O Falcão", "Zorro" ou "Mundo de Aventuras".
O contributo de José Garcês para a cultura portuguesa é ímpar, não só pelas suas histórias que acompanharam e entretiveram gerações e gerações de portugueses, mas também pelo seu trabalho notável na banda desenhada histórica, numa combinação única entre talento e perfil de educador, promovendo o entusiasmo pela banda desenhada e pela História entre os mais jovens. As suas bandas desenhadas sobre a História de Portugal, os seus acontecimentos e pessoas, foram para muitos o primeiro contacto com a nossa memória e o nosso património histórico.
O traço exato, detalhado e realista deste fantástico autor construiu imagens que ainda hoje associamos aos primeiros momentos em que, através da banda desenhada, começámos a saber a história do nosso país. Profundamente preocupado com a preservação da nossa memória, das nossas tradições e também das marcas da nossa paisagem natural e humana, a banda desenhada de José Garcês é um repositório de Portugal.
Com uma longa e preenchida carreira, cumpre-nos celebrar a vida de um dos grandes educadores de Portugal e uma obra que nenhum tempo apagará porque ela é aquilo que fomos e aquilo que somos.
À Família e Amigos enviam-se sentidas condolências.
Graça Fonseca
16 de Julho, 2020
