Ministra da Cultura lamenta profundamente a morte da artista Armanda Passos
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamenta profundamente a morte da artista Armanda Passos (1944-2021), referência maior das artes plásticas portuguesas, tanto nacional como internacionalmente.
Natural de Peso da Régua e formada em artes plásticas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, começou a expor a sua obra em 1976, em mostras coletivas, tendo feito a sua primeira exposição individual em 1981, na Cooperativa Árvore, no Porto, com o título «Pintura e Desenho». Ao longo do seu percurso artístico expos em Portugal, mas também internacionalmente, com mostras individuais ou coletivas em Espanha, Bélgica, em França, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Luxemburgo, Itália, Turquia e Estados Unidos.
Representou Portugal em diversos eventos internacionais, como na V Biennale Der Europaischen Grafik (1988) ou na Exposition Internationale de la Gravure – «Intergrafia 91» (1991-1992).
Criadora de imagens poderosas, que provocam, desconcertam e devolvem o olhar a quem as observa, Armanda Passos criou um imaginário que, ancorado numa certa tradição, é também imediatamente reconhecível como seu.
O seu traço e as suas cores, de expressão veemente, construíram um universo único na pintura portuguesa, entre o fantástico e o grotesco, entre o sonho e o real, que aborda e inquieta quem o vê.
Homenageada e amplamente reconhecida pelos seus pares e pela crítica, a sua obra encontra-se representada nas mais importantes coleções de arte contemporânea nacionais, no Museu Nacional de Arte Contemporânea / Museu do Chiado, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, no Museu do Douro, onde se encontra o mais importante acervo desta artista.
Encontra-se também representada na Coleção de Arte Contemporânea do Estado, a qual foi recentemente enriquecida com duas obras doadas por Armanda Passos, na sequência de um encontro entre a artista e a Ministra da Cultura, no contexto da homenagem promovida pelo Museu do Douro com a criação de um espaço dedicado à sua obra. Estas obras testemunham o seu talento único e o seu contributo inestimável para a cultura portuguesa, mas igualmente a imensa generosidade de uma artista que doou uma parte significativa da sua obra para fruição pública.
À família e amigos enviam-se sentidas condolências.
