Intervenção do Ministro da Administração Interna na cerimónia do 152.º Aniversário do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP

«A minha primeira palavra é de reconhecimento e de homenagem para os cerca de 7.500 homens e mulheres que defendem a segurança dos portugueses no Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública. Esta é a maior unidade da Polícia de Segurança Pública, garantindo a segurança de mais de 2 milhões de portugueses numa zona marcada pela elevada densidade populacional, pela crescente pressão turística, pela multiculturalidade e pela singularidade de concentração de eventos, com uma grande presença de populações de características e origens muito diversificadas.

Se há matéria em que os portugueses se devem orgulhar é da relação muito especial que têm com as suas forças de segurança. A afirmação de Portugal como um dos países mais seguros do mundo significa também o reconhecimento do papel muito específico do Comando Metropolitano de Lisboa. Portugal evoluiu nesta matéria de uma forma positiva ao longo dos últimos anos. É bom lembrar que éramos, em 2014, considerados de forma muito satisfatória o 18.º país mais pacífico do mundo. Evoluímos positivamente até ao reconhecimento, há poucos meses, do Global Peace Index, como o 3.º país mais seguro do mundo.

E tal deve-se, em grande parte, às diversas componentes da atuação da Polícia de Segurança Pública: na proximidade às populações; na capacidade operacional, quer na prevenção quer na repressão de factos criminais relevantes; e na capacidade de antecipação, de inovação, que a qualifica especialmente para a organização de grandes eventos. E esta proximidade às populações marca-se no acompanhamento de todo o percurso de vida. Do bebé que nos foi mostrado sendo salvo por um dos polícias daqui da divisão da Amadora, ao sucesso do Programa Escola Segura, passando pelo acompanhamento daquilo que é a solidão urbana que, por vezes, é ainda mais marcada do que a solidão no espaço rural, por ser uma solidão mais desconhecida onde faltam tantas vezes as redes familiares e as redes de vizinhança que existem em espaços de menor pressão populacional.»

Leia a intervenção na íntegra em anexo.