Intervenção do Ministro da Administração Interna na posse da comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP
Nós temos da segurança uma visão de um bem coletivo, para o qual tendemos a lembrar-nos apenas quando ela é posta em causa. Mas posso garantir, da minha experiência de contacto externo, de contacto com investidores, de contacto com aqueles que querem deslocar-se a Portugal para turismo, para estudar, para investigar, que a segurança é sempre um fator decisivo para que o Porto ou Portugal sejam a escolha.
E é por isso que damos tanta relevância à dimensão de uma Polícia que seja reconhecida como garante dos direitos fundamentais. Uma polícia de proximidade, numa relação muito estreita com as autarquias locais, numa relação de permanente articulação na resposta aos anseios dos cidadãos. Esta é uma área que está no âmago daquilo que, normalmente, é qualificado como áreas de soberania. O Governo entende assumir aqui uma plena responsabilidade. Mas sabe que, sem a parceria com as autarquias locais, sem a parceria com aquela que é a vontade da região, não é possível cumprir aquele que é o desiderato desta missão.
Por isso entendemos tão relevante afirmar aqui, na cidade do Porto, os princípios de uma Polícia próxima que leva a que Portugal tenha sido recentemente caracterizado, pelo Eurobarómetro, como o país da União Europeia no qual, entre todos os serviços públicos, as polícias foram qualificadas como a área em que os cidadãos têm maior confiança.
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