Intervenção do Secretário de Estado da Saúde na sessão «42 Anos do SNS – Perspetivar o Futuro»

O SarsCov-2 encontrou um SNS diferente. Num país que conheceu um excedente orçamental inédito em democracia, no mesmo ano em que o reforço financeiro do SNS atingiu níveis recorde. Foram, desde 2015, quase mais 2,5 mil milhões de euros de orçamento. Dinheiro que não tem significado algum, a não ser os mais 25.000 profissionais que foram contratados. Ou os 302 novos medicamentos – inovação terapêutica – aprovados desde esse mesmo ano. Ou, puxando a brasa à minha sardinha, a administração a título gratuito, no SNS, de medicamentos antipsicóticos, garantindo que as pessoas com doenças mentais são corretamente acompanhadas, e que tal jamais é posto em causa por carência financeira.

Este foi um SNS que soube fazer frente à Covid-19. Preparado e com capacidade de reação. Elástico na vontade de proteger. Capaz de tratar, em enfermaria e em cuidados intensivos. Capaz de vacinar 1 milhão de pessoas numa semana e de proteger 85% da população do país em escassos 9 meses, contra tantas vozes que diziam tal ser impossível.


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