Assinado contrato de concessão da Casa do Outeiro no âmbito do Revive

Investimento estimado na ordem dos 5,4 milhões de euros com renda anual de cerca de 20 mil euros

Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques

Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques

O contrato de concessão para a reabilitação e exploração turística da Casa do Outeiro, em Paredes de Coura, distrito de Viana do Castelo, foi assinado com a empresa AGNT – Gestão e Mediação, Lda, assumindo-se como mais um exemplo de boa prática para a recuperação de património histórico.

Este solar, enquadrado em meio rural, em Agualonga, é uma construção de tipologia seiscentista, ladeada de capela, e que combina modelos de raízes erudita e popular, em que sobressaem os cunhais, cimalhas, molduras e ornamentos em granito.

Apresentando um amplo corpo de construção de diferentes épocas, a sua arquitetura vagueia pelo maneirismo, pelo barroco, e numa fase mais tardia, pelas linhas simples e direitas de finais do século XIX.

O imóvel, que terá tido como atividade predominante a função agrícola, face à extensão dos dois espigueiros existentes no terreno fronteiro à casa, pertence, atualmente, ao município de Paredes de Coura.

Será entregue por 50 anos, para recuperação e exploração turística, incluindo alojamento e componente cultural, num investimento estimado na ordem dos 5,4 milhões de euros, com início de exploração previsto para 2023.

O concessionário obriga-se, ainda, a pagar ao Estado uma renda anual de 19.801,00 euros pela concessão.

Até ao momento foram lançados concursos para a concessão de 24 imóveis no Revive, tendo sido adjudicadas 20 concessões, que representam um investimento total estimado em cerca de 149,5 milhões de euros e rendas anuais na ordem dos 2,5 milhões de euros.

Dois dos imóveis concessionados estão já recuperados e em exploração como unidades hoteleiras (Convento de S. Paulo, em Elvas e Coudelaria de Alter, em Alter do Chão), encontrando-se vários outros projetos em processo de licenciamento ou execução de obra.

Segundo a Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, «estes números são evidências bem claras, não só do grande interesse por parte dos privados na recuperação e valorização destes imóveis localizados em espaços únicos que dispõem de um elevado potencial de atração turística, mas também da confiança dos agentes na estratégia que estamos a seguir, bem como no futuro do setor, crucial para o desenvolvimento económico e social do país».

Atualmente, está a decorrer o concurso para concessão do Hotel Turismo da Guarda, prevendo-se que seja relançado em breve o concurso para concessão do Colégio de S. Fiel, em Castelo Branco, e lançados novos concursos para concessão dos Fortes de S. João da Cadaveira e de S. Pedro, em Cascais.

O património material e imaterial português constitui um componente muito relevante da identidade histórica, cultural e social do país, e um elemento rico e diferenciador para a atratividade das regiões e para o desenvolvimento do turismo.

Reconhecendo a presença em todo o território nacional de um conjunto de imóveis do Estado com elevado valor arquitetónico, histórico e cultural, que se encontram devolutos, e a responsabilidade coletiva de preservar, conservar e divulgar este património, garantir um acesso alargado à sua fruição e assegurar a sua transmissão às gerações futuras, o Governo lançou o Programa Revive.

Esta iniciativa conjunta dos Ministérios das Economia, Finanças, Defesa e Cultura, com a colaboração das autarquias locais e a coordenação do Turismo de Portugal, promove a requalificação e subsequente aproveitamento turístico destes imóveis históricos, atualmente sem utilização, através da concessão da sua exploração, por concurso público, a entidades privadas, para o desenvolvimento de uma atividade económica lucrativa com vocação turística e o reforço de atratividade dos destinos regionais, contribuindo para o desenvolvimento das várias regiões do país.

O Programa Revive foi lançado em 2016/2017 com 33 imóveis, tendo sido integrados 16 novos imóveis numa segunda fase do programa em 2019 e, pelo Despacho n.º 6124/2021 de 23 de junho, foram integrados 2 novos imóveis de um terceiro lote que deverá ser totalmente anunciado em breve.