«Aumentar a testagem é uma prioridade»
As opções do mercado devem, contudo, «passar pelo crivo de segurança do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge»

Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária sobre a pandemia de Covid-19, Lisboa, 23 março 2020 (foto: Manuel de Almeida/Lusa)
Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária sobre a pandemia de Covid-19, Lisboa, 23 março 2020 (foto: Manuel de Almeida/Lusa)
«Aumentar a testagem é uma prioridade. Estamos a englobar novos laboratórios na rede. O mercado tem respondido com soluções, algumas divulgadas na comunicação social, mas todas as respostas têm de passar pelo crivo de segurança do Instituto Nacional Doutor Ricardo Jorge. A fiabilidade em matéria de testagem é determinante», disse o Secretário de Estado da Saúde, António Sales, na conferência de imprensa diária sobre o Covid-19, em Lisboa.
António Sales afirmou que existem atualmente «várias linhas de encomendas a ser trabalhadas» para articular as diversas ajudas que «têm chegado de empresas, instituições e da sociedade civil».
O Secretário de Estado referiu ainda que está a ser feito um reforço de meios técnicos e humanos no Serviço Nacional de Saúde e que «a alocação de recursos financeiros nunca se colocará em causa nesta altura».
«Esta é uma prioridade. Nunca será por questões financeiras que não haverá recursos técnicos e humanos», acrescentou.
450 lugares para cuidados intensivos no setor privado
Durante a sua intervenção, António Sales referiu que o setor privado disponibiliza atualmente 450 lugares para cuidados intensivos, o que será uma resposta complementar importante:
«Essa resposta a juntar aos 1124 lugares de cuidados intensivos do SNS, poderá ser extremamente importante. Ainda não houve necessidade, mas quando a evolução do surto justificar, claro que serão chamados», disse.
Centro de Contato SNS24
O Secretário de Estado relembrou que o centro de contato SNS24 «e continua a ser a porta entrada do utente circuito da Covid-19», ainda que os tempos de resposta não sejam «os que gostaria». Disse também que a linha de apoio ao médico atingiu um número recorde de 4150 chamadas atendidas por 40 médicos voluntários em simultâneo.
