É importante que a UE não desperdice tempo no processo de recuperação económica e social
Primeiro-Ministro salientou também a urgência de «restabelecer em toda a plenitude o mercado interno»

Primeiro-Ministro António Costa na conferência de imprensa após a reunião do Conselho Europeu, Bruxelas, 2 outubro 2020 (Foto: Paulo Vaz Henriques)
Primeiro-Ministro António Costa na conferência de imprensa após a reunião do Conselho Europeu, Bruxelas, 2 outubro 2020 (Foto: Paulo Vaz Henriques)
O Primeiro-Ministro António Costa transmitiu em conferência de imprensa a vontade comum dos Estados-Membros, do Parlamento Europeu e do Conselho Europeu em «superar as divergências e convergir para um acordo que permita a aprovação rápida deste pacote de recuperação no Parlamento Europeu».
Na conferência de imprensa após a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, o Primeiro-Ministro reiterou a necessidade de «não desperdiçar tempo na garantia dos instrumentos necessários para enfrentar esta crise na sua dimensão económica e social».
António Costa afirmou estar confiante na resolução rápida das negociações entre a presidência alemã do Conselho Europeu e o Parlamento Europeu, uma vez que as posições maioritárias das duas instituições partilham este objetivo.
A reunião serviu também para «articular melhor posições e definir regras comuns que evitem as soluções casuísticas que se têm vindo a multiplicar», com António Costa a «sublinhar a importância do trabalho do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, que é uma agência europeia que tem informação fiável, credível e que deve ser um bom guia de orientação para as diferentes políticas que os países vão adotando».
O Primeiro-Ministro salientou ainda a «urgência de restabelecer em toda a plenitude o mercado interno, pondo fim às medidas de derrogação que têm existido na livre circulação de mercadorias, e a necessidade de aprofundar o diálogo para eliminar as barreiras que ainda existem na dimensão do mercado interno dos serviços».
A reunião do Conselho Europeu abordou o tema da recuperação económica e a forma como esta deve «aproveitar todas as potencialidades da transição digital», que será uma das prioridades da presidência de Portugal, no primeiro semestre de 2021.
António Costa acrescentou que o desafio transição digital vai estar associado ao desenvolvimento do pilar social, que «deve ser visto como forma de reforçar a confiança de todos nos desafios que são colocados pelas transições climática e digital».
