É importante ter um regresso «responsável» às aulas presenciais

Cruz Vermelha Portuguesa já disponibilizou cerca de 250 mil testes de antigénio às instituições de ensino superior

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na visita a um dos 10 centros de testagem à covid-19 da Universidade do Porto, Porto, 19 abril 2021 (Foto: Universidade do Porto)

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na visita a um dos 10 centros de testagem à covid-19 da Universidade do Porto, Porto, 19 abril 2021 (Foto: Universidade do Porto)

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou que o regresso ao ensino superior presencial deve ser feito de uma forma «responsável» para «garantir que é minimizado o impacto da pandemia nas condições de aprendizagem dos estudantes».

O Ministro falava aos jornalistas durante uma visita a um dos 10 centros de testagem à covid-19 da Universidade do Porto, a funcionar no edifício histórico do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no dia em que se reiniciam as aulas e as atividades não letivas essenciais.

«Obviamente temos períodos de contacto entre os estudantes e os docentes muito inferiores a todos os outros níveis de ensino, sobretudo ao ensino básico e, por isso, o ensino superior tem condições, características que também são muitos diferentes do ensino básico» disse.

Manuel Heitor referiu também que o processo de testagem nas instituições de ensino superior está «a decorrer dentro da normalidade» e destacou o apoio de instituições como o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) e da Cruz Vermelha Portuguesa, que «já disponibilizou mais de 250 mil testes para garantir, ao longo das próximas semanas, um processo contínuo e sistemático de testagem em todo o País, em articulação com as autoridades de saúde».

Adaptar o ensino superior a uma nova realidade

O Ministro relembrou ainda o facto de se ter registado, neste ano letivo, «o maior ingresso desde sempre nas universidades», havendo hoje «mais de metade dos jovens de 20 anos no ensino superior».

«Temos de ir adaptando os sistemas de ensino e aprendizagem a uma nova realidade, em Portugal e no mundo, certamente introduzindo os temas à distancia e o digital mas também sabemos que há atividades presenciais que são insubstituíveis, o contacto entre jovens e a presença ativa com investigadores e docentes é certamente imprescindível e por isso temos de arranjar um compromisso», disse.