Governo apresenta cumprimentos de Natal ao Presidente da República

Neste momento tão difícil, as instituições estiveram à altura das suas responsabilidades, seguindo o exemplo extraordinário dos portugueses

Governo apresenta cumprimentos de Natal ao Presidente da República, Lisboa, 22 dezembro 2020

Governo apresenta cumprimentos de Natal ao Presidente da República, Lisboa, 22 dezembro 2020

«Este 2020 foi um ano que em 2019 ninguém imaginava que íamos ter. Foi um ano em que os portugueses demonstraram uma responsabilidade cívica extraordinária e uma grande capacidade de unidade resiliência perante o desafio da pandemia e suas consequências económicas e sociais», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa na apresentação de cumprimentos de Natal ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Neste ano, «as instituições foram postas à prova e, pela primeira vez em 40 anos de democracia, teve de se recorrer sucessivamente ao estado de emergência para serem adotadas as medidas imprescindíveis para conter a pandemia».

O Primeiro-Ministro sublinhou «a excecional cooperação institucional entre todos os órgãos de soberania, obviamente com Vossa Excelência Presidente da República, com a Assembleia da República e com o poder judicial. Neste momento tão difícil, as instituições estiveram à altura das suas responsabilidades, seguindo aliás o exemplo extraordinário que os portugueses nos têm dado a todos nós».

António Costa esteve presente na cerimónia por videoconferência, por se encontrar desde quinta-feira em isolamento profilático preventivo da covid-19, tendo os outros membros do Governo estado presentes fisicamente. 

Prioridades para 2021

O Primeiro-Ministro apontou as prioridades para 2021. Em primeiro lugar, ter «assegurado um processo de vacinação» contra a covid-19, «que vai ser longo, demorado, que se estenderá ao longo do ano, mas que, graças à ciência, dá confiança de que é possível vencer este vírus». 

Em segundo lugar, «continuar a manter na medida do possível as empresas, o emprego e o rendimento e arrancar com o Programa de Recuperação e Resiliência», exemplo de solidariedade da União Europeia que «nos dá os meios necessários para lançar de uma forma reforçadas».

Cooperação leal

António Costa afirmou que o Presidente da República «sabe que pode contar, como contou ao longo destes quatro anos, com a cooperação leal e franca do Governo até ao próximo 9 de março», o dia em que Marcelo Rebelo de Sousa termina o seu mandato, tal como aconteceu com Aníbal Cavaco Silva e «ao longo destes quatro anos com Vossa Excelência».

«E que, seguramente, a Presidente ou o Presidente que vier a ser eleito pelos portugueses no dia 24 de janeiro continuará a contar com a cooperação franca e leal do Governo», disse ainda.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou que, «em democracia, os Governos têm de coabitar e coexistir em são convívio institucional com qualquer Presidente da República, com qualquer Assembleia da República. Qualquer Assembleia da República tem de conviver com qualquer Presidente da República e qualquer Governo. E qualquer Presidente da República tem de conviver com qualquer Primeiro-Ministro, qualquer Governo, qualquer Assembleia da República. Isto é importante, mostra a maturidade da nossa democracia».