«Governo não hesitará em puxar o travão de mão»

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde faz apelo aos portugueses para o Natal

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, visita  Hospital de Leiria, 14 dezembro 2020 (foto: Paulo Cunha/Lusa)

Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, visita Hospital de Leiria, 14 dezembro 2020 (foto: Paulo Cunha/Lusa)

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, afirmou que «o Governo tem tomado as medidas certas no tempo certo e os portugueses têm percebido isso», e «procurará equilibrar aquilo que é o controlo desta pandemia e o bem-estar psicológico dos portugueses».

Durante uma visita ao Hospital de Leiria, no quadro do levantamento da situação epidemiológica da Covid-19, o Secretário de Estado acrescentou que, todavia, «se houver necessidade, em função de um enquadramento e contexto, de puxar o travão de mão, como o Senhor Primeiro-Ministro disse, obviamente que o Governo não hesitará».

Lacerda Sales, que foi ortopedista no Hospital de Leiria, disse que a decisão que será tomada no dia 18, terá em conta o «conjunto global não só ao nível de óbitos, como de internamento e pressão dos serviços de saúde», sublinhando ainda que as restrições dependem do comportamento dos portugueses.

«Temos feito um apelo constante ao que tem de ser o comportamento individual e a consciência coletiva. O comportamento individual de cada um de nós vai ser decisivo no nosso sucesso coletivo», disse. 

No Natal, «temos de ter menos gente em casa, espaços arejados, estar com máscara e devidamente distanciados. As famílias têm de perceber que têm de proteger as pessoas mais vulneráveis».

Estruturas de retaguarda

O Secretário de Estado visitou ainda a Estrutura de Apoio de Retaguarda distrital, instalada no Seminário de Leiria, onde referiu que o Ministério «estamos a está preparados «para o pior e a esperar o melhor». 

«Temos cerca de 25 estruturas de retaguarda no país com uma capacidade de cerca de 1600 camas. Essas estruturas têm respondido às necessidades», mas «se virmos que necessitamos de mais estruturas de retaguarda estaremos em condições de as criar», afirmou.
Áreas: Saúde