Mais 20 Unidades de Saúde Familiar passam para modelo B
Existem atualmente 148 mil trabalhadores na área da Saúde, entre os quais 4 mil médicos

Ministra da Saúde, Marta Temido, na Assembleia da República, 19 novembro 2021
Ministra da Saúde, Marta Temido, na Assembleia da República, 19 novembro 2021
A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que o Governo autorizou mais 20 unidades de saúde familiar a passar para modelo B, num total de 40 este ano. Isto significa que estas unidades passarão a ter um modelo de funcionamento assente em incentivos, potenciando, assim, as aptidões e competências de cada profissional, premiando o desempenho individual e coletivo. O objetivo é reforçar a eficácia, a eficiência e a acessibilidade dos cidadãos aos cuidados de saúde primários.
Durante a sua intervenção na Assembleia da República, Marta Temido disse também que hoje há mais 142 unidades de saúde familiar do que em 2015. A Ministra relembrou que o Governo recrutou mais profissionais de saúde, que o saldo líquido é de 852 médicos de família face a dezembro de 2015 e que, no total, existem 148 mil trabalhadores na área da Saúde, entre os quais 4 mil médicos.
Marta Temido disse também que há mais inscritos no Serviço Nacional de Saúde - mais 388 mil, dos quais 138 mil este ano, acrescentando que esta «é a imagem de um SNS Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não deixa ninguém à porta».
Atividade assistencial está em níveis equiparados aos da pré-pandemia
Sobre a atividade assistencial, a Ministra disse que o SNS registou, em setembro, um aumento, estando já em níveis equiparados aos da pré-pandemia. Segundo Marta Temido, a adesão dos profissionais de saúde ao regime extra de incentivos para recuperação da atividade permitiu a realização de mais 113 mil consultas e mais 55 mil cirurgias. A Ministra afirmou ainda que este regime de incentivos extra foi prorrogado para 2022.
Também o número de inscrições de utentes em listas de espera para consultas e cirurgias está alinhado, conforme refere, «com os números de 2019», em que houve mais de 79% de consultas hospitalares referenciadas pelos cuidados de saúde primários e mais 70% de cirurgias que cumpriram os tempos máximos de resposta garantidos.
Na área oncológica, por exemplo, houve um aumento de 20 por cento de doentes operados face a 2019 e que os rastreios de base populacional no SNS recuperaram.
Marta Temido disse ainda que, no futuro, a aprovação do projeto do estatuto do SNS «abrirá caminho à negociação do regime de dedicação plena, devolverá autonomia na contratação aos hospitais» e dará também mais autonomia à administrações regionais de saúde.
