Mais de 5.500 participantes e mais de 3.300 assistiram online ao 11º congresso da AP
Congresso teve como tema «Competências Emergentes» e privilegiou o formato virtual, incluindo mesas redondas e entrevistas

Ministros da Modernização do Estado e da Administração Pública e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, no 11º Congresso Nacional da Administração Pública, Lisboa, 23 setembro 2020
Ministros da Modernização do Estado e da Administração Pública e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, no 11º Congresso Nacional da Administração Pública, Lisboa, 23 setembro 2020
Terminou na passada sexta-feira o 11º Congresso da Administração Pública, que contou mais de 5.500 participantes e 3.300 visualizações, ao longo de 3 dias. Num mundo em profunda mudança, o evento teve como mote as «competências emergentes», aquelas que devem ser potenciadas e desenvolvidas para responder aos desafios do futuro: a globalização, o digital e a crise ambiental.
O congresso deste ano privilegiou o formato virtual, incluindo mesas redondas e entrevistas. Ao todo passaram pela iniciativa 41 oradores e entrevistados que debateram temas que vão do papel das lideranças às competências e trabalho colaborativo, passando pela transferência de conhecimento e o papel do Ensino Superior no desenvolvimento de competências emergentes.
A Ministra da Modernização do Estado e da Administração e Pública, Alexandra Leitão, e o Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, participaram na abertura do Congresso, que resultou da uma organização tripartida entre três áreas governativas: Modernização do Estado e Administração Pública, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.
Ao longo dos vários painéis, foi sublinhada a necessidade de ter uma Administração Pública preparada para servir bem e proporcionar políticas públicas adequadas, assim como de reforçar o papel da tecnologia digital e da participação dos trabalhadores e cidadãos como fatores confiança e inovação.
Os valores emergentes no trabalho no mundo pós-Covid também mereceram destaque, tendo sido reconhecido pela generalidade dos intervenientes que a adesão ao teletrabalho potenciada pela crise pandémica, pode ser encarada como uma oportunidade no que respeita à conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional e à equidade territorial, tal como previsto no documento da Estratégia da área governativa MEAP.
Sobre o atendimento nos serviços públicos, foi consensual a ideia de que a tecnologia não poderá substituir por inteiro a interação humana, motivo pelo qual em particular a administração local deve ter um papel cada vez mais reforçado na resposta de proximidade às populações.
O Congresso da Administração Pública realiza-se de dois em dois anos e é promovido pela Direção-Geral da Qualificação de Trabalhadores em Funções Públicas (INA) que, nesta edição, contou com a parceria da Agência para a Modernização Administrativa I.P.(AMA I.P.), a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional I.P. (ANQEP I.P.), a Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional I.P. (IEFP I.P.).
