Ministro do Mar apela a ação urgente contra ameaça climática

Ricardo Serrão Santos discursou na sessão de abertura da 4.ª edição do Fórum Mundial do Mar, em Bizerta, Tunísia

Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na abertura do Fórum Mundial do Mar, Bizerta, Tunísia, 24 setembro 2021

Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na abertura do Fórum Mundial do Mar, Bizerta, Tunísia, 24 setembro 2021

«Nos últimos 18 meses da pandemia de Covid-19, o mundo parou, mas não o planeta e as ameaças ambientais têm continuado a crescer. Não há vacina para a ameaça climática, que é muito maior do que a própria ameaça pandémica», disse o Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na sessão de abertura da 4.ª edição do Fórum Mundial do Mar, em Bizerta, Tunísia, apelando a uma resposta eficaz que também alie a capacidade da ciência, da política e do compromisso social.

«A mensagem do último relatório do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas é inconfundível e o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, classificou-a como um "cartão vermelho para a humanidade". Esta ameaça existencial ao nosso planeta e às nossas vidas exige uma ação vigorosa e concertada dos Estados e Nações, tal como nós fazemos para a pandemia», acrescentou o Ministro.

Na sessão de abertura do fórum participaram o Príncipe do Mónaco, Alberto II, a Ministra do Mar francesa, Annick Girardin, o Secretário-geral da União para o Mediterrâneo, Nasser Kamel, o Ministro do Equipamento, Habitação e Infraestruturas da Tunísia, Kemel Doukh, e Marius Vascega, Chefe de Gabinete do Comissário Europeu do Ambiente, Oceanos e Pescas, Virjinius Sinkevicius.

Nesta reunião de alto nível, Portugal endossou o Plano de Ação «O Mediterrâneo - um mar modelo até 2030» (PAMEx), que visa inverter a alarmante perda da biodiversidade marinha neste mar. O Mediterrâneo é um dos mares mais ricos do mundo em termos de biodiversidade, mas 40% das espécies marinhas são consideradas em declínio.

O Ministro do Mar sublinhou «a importância da referência à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e o respeito do direito internacional» no novo plano, e afirmou a necessidade de uma economia azul sustentável para o Mediterrâneo que «melhore a qualidade de vida e o bem-estar das comunidades que o habitam, promovendo a inclusão social e preservando, ao mesmo tempo, os ecossistemas marinhos e costeiros e a biodiversidade».

Ricardo Serrão Santos destacou, também, o compromisso da União Europeia com os oceanos, através da Missão Starfish (Estrela do Mar) e as ocasiões que se avizinham para forjar novos compromissos, desde a COP26 sobre Alterações Climáticas (novembro de 2021) até à Cimeira One Ocean (janeiro de 2022).

Estas reuniões poderão dar grandes contributos para a Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, de 27 de junho a 1 de julho de 2022, em Lisboa, coorganizada por Portugal e pelo Quénia.

À margem do Fórum, o Ministro do Mar português teve um encontro bilateral com a homóloga francesa, Annick Girardin, sobre a Temporada Cruzada França-Portugal, no âmbito da presidência francesa do Conselho da União Europeia (primeiro semestre de 2022), a Comissão do Mar dos Sargaços e a Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, entre outros temas.
Áreas: Mar