Ministro do Mar apela ao diálogo para combater pesca ilegal, não declarada e não regulamentada
Combate «deve ser uma prioridade da comunidade internacional», disse Ricardo Serrão Santos

Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na preparação da Terceira Reunião das Partes ao Acordo da FAO sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) de 2009, 31 maio 2021
Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na preparação da Terceira Reunião das Partes ao Acordo da FAO sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) de 2009, 31 maio 2021
«O combate à combate à IUU (Illegal, Unreported and Unregulated fishing) deve ser uma prioridade da comunidade internacional», disse o Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na sua intervenção no evento de alto nível que conduzirá à Terceira Reunião das Partes ao Acordo da FAO sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) de 2009, que decorre de 31 de maio a 4 de junho de 2021.
«É imperativo instar os governos, os Organismos Regionais de Pesca, as Organizações Regionais de Gestão de Pesca, as organizações intergovernamentais e não governamentais, a manter esse ímpeto através do fortalecimento do diálogo e da cooperação. Espero que esta Terceira Reunião das Partes do PSMA contribua decisivamente para o avanço da implementação do Acordo. Portugal, como Estado-membro e enquanto País com a Presidência da União Europeia, apoia plenamente a política da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO)», para este tipo de pesca, afirmou Ricardo Serrão Santos.
O Acordo de Medidas do Estado do Porto é um instrumento internacional para prevenir, impedir e eliminar a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, sendo uma ferramenta vinculativa que já provou ser eficiente para as Partes lutarem contra os efeitos nocivos sobre os mananciais pesqueiros e a biodiversidade marinha.
Ricardo Serrão Santos realçou que é preciso «valorizar os pescadores cumpridores da lei, combater a exploração de mão de obra barata e prevenir o enriquecimento ilícito, direta ou indiretamente relacionado com a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
O Ministro do Mar aludiu ao relatório da FAO 2020, sobre a situação da pesca e da aquicultura no mundo, que revela a existência de vontade política para abordar, combater e agir contra os diversos tipos de pesca ilegal.
«Especificamente, consideramos importante ajudar à expansão do Sistema Global de Troca de Informações para facilitar o acesso, a troca e a partilha de dados, para evitar que navios estrangeiros envolvidos na pesca IUU usem os portos e desembarquem suas capturas», acrescentou Ricardo Serrão Santos.
A União Europeia (UE), entre outras partes interessadas, está muito empenhada no Programa Global de Apoio à Implementação do Acordo. As medidas de gestão estão dispersas pelas regras da Política Comum das Pescas, mas agora estão a ser integradas no ambicioso Regulamento do Sistema de Controlo das Pescas da União Europeia, que está em revisão.
Na qualidade de maior importador mundial de produtos da pesca, a UE adotou uma política inovadora de luta contra a pesca ilegal em todo o mundo. Todos os navios de pesca da União Europeia estão sujeitos aos regulamentos do sistema de controle da Política Comum das Pescas, onde quer que pesquem.
A União Europeia deve liderar o combate ao processo de pesca IUU pelo exemplo, estabelecendo alianças verdes sobre sistemas alimentares sustentáveis no quadro da estratégia «Do prado para o Prato» e da política de governação internacional dos oceanos.
