Ministro do Mar encerrou seminário sobre papel da ciência produzida nos Laboratórios do Estado

«A pandemia que vivemos mostrou claramente a importância do conhecimento científico na tomada de decisão»

Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, no encerramento do seminário sobre Laboratórios do Estado, LNEC, Lisboa, 25 outubro 2021

Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, no encerramento do seminário sobre Laboratórios do Estado, LNEC, Lisboa, 25 outubro 2021

«A pandemia que vivemos mostrou claramente a importância do conhecimento científico na tomada de decisão no âmbito da gestão da resposta à Covid-19. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que tutelo, é um dos laboratórios do Estado exemplar na prestação de informação diária à sociedade portuguesa", realçou o Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na sessão de encerramento do seminário "A investigação nos Laboratórios do Estado e a construção de uma sociedade segura e mais resiliente», hoje, em Lisboa.

O seminário foi organizado pelo Fórum dos Conselhos Científicos dos Laboratórios do Estado, que inclui, além do IPMA, representantes do LNEC, do INIAV, do INSA, do LNEG e do IH, que no seu conjunto prestam serviço público em muitas áreas, da saúde à alimentação, passando pela segurança, entre outras.

O IPMA é popularmente conhecido pelas previsões do estado do tempo e presta serviços de referência para quem trabalha nos portos, para quem navega no mar e no ar, para a agricultura e aquicultura. Tem, ainda, funções de relevo ao nível da avaliação dos mananciais para a gestão das quotas de captura de pescado e, ao nível da proteção civil, na previsão de ocorrência de eventos extremos como cheias, secas, fogos, terramotos ou tsunamis. 

O Ministro Ricardo Serrão Santos também realçou o papel do Instituto Hidrográfico, que muito tem contribuído para o conhecimento do mar, para a segurança da navegação, monitorização ambiental e previsão operacional em áreas costeiras e oceânicas, sobretudo num contexto de alterações climáticas.

«A Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 tem como primeiro objetivo estratégico «Combater as alterações climáticas e a poluição, e restaurar os ecossistemas. Foi a ciência que permitiu provar que estamos a viver um período de emergência climática resultante do modelo de desenvolvimento que adotámos, o da continuada exploração de combustíveis fósseis», alertou o governante, que estará presente na COP26, uma cimeira sobre as alterações climáticas no âmbito da ONU, que começa a 31 de outubro, em Glasgow.

Na COP26, o Ministro do Mar vai defender junto dos outros líderes mundiais que seja dada ainda maior atenção ao papel do Oceano para o clima e a forma como os ecossistemas marinhos são afetados pela mudança climática. Esta é, também, uma importante etapa do caminho para a realização da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, que decorrerá em Lisboa, de 27 de junho a 1 de julho do próximo ano. 

Áreas: Mar