«O mar é incontornável para uma Europa que se quer azul, digital, social e global»
Atividades da pesca e da aquicultura devem ser ambientalmente sustentáveis a longo prazo

Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na Comissão de Pescas do Parlamento Europeu, Bruxelas, 26 janeiro 2021
Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, na Comissão de Pescas do Parlamento Europeu, Bruxelas, 26 janeiro 2021
O Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, afirmou, na Comissão de Pescas do Parlamento Europeu, que «devem ser reforçados os objetivos de que as atividades da pesca e da aquicultura sejam ambientalmente sustentáveis a longo prazo e geridos de forma consentânea com o propósito de gerar benefícios económicos e sociais contribuindo também para o abastecimento de produtos alimentares».
O Ministro disse que a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) irá focar-se em três vetores essenciais: guiar as negociações de Totais Admissíveis de Capturas (TAC) e quotas no pós-Brexit, finalizar o regulamento do Fundo Europeu dos Assuntoos Marítimos, Pescas e Aquicultura (FEAMPA), e obter um acordo geral para o novo regime europeu de controlo da Política Comum das Pescas.
Ricardo Serrão Santos salientou que «a nossa prioridade vai para as negociações de TAC e quotas com o Reino Unido, bem como dar continuidade às consultas e chegar a um Acordo com a Noruega, parceiro estratégico para a União, assegurando a necessária celeridade para não pôr em causa a atividade tradicional da frota europeia».
O Ministro reafirmou ainda o empenho no combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, e a promoção de pescas sustentáveis. Ricardo Serrão Santos disse também que a Presidência Portuguesa vai organizar uma reunião ministerial de pescas, que terá lugar em junho, em Lisboa, na qual todos os ministros da UE serão convidados a discutir os desafios futuros desta Política, na prossecução de uma atividade de pesca sustentável, rentável e competitiva, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e com a Estratégia da Biodiversidade.
Portugal organizará ainda, a 8 de junho (Dia Mundial dos Oceanos), em Lisboa, uma conferência ministerial dedicada à Política Marítima Integrada e à concretização de uma agenda azul sólida, que reforce os ditames do Pacto Ecológico Europeu e o processo de recuperação económica e social da Europa.
Segundo o Ministro, Portugal será «uma presidência ativa na construção de consensos, com capacidade de adaptação às circunstâncias e orientada para resultados". "Só juntos podemos empreender um caminho de esperança, confiança e credibilidade para o setor e para toda a União Europeia».
Ricardo Serrão Santos recordou ainda que «o mar é incontornável para uma Europa que se quer azul, digital, social e global», tendo resumido desta forma a visão da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia para o mar:
«Defendemos que o mar é crucial na recuperação social e económica, na resiliência europeia, seja no importante papel das pescas e das comunidades pesqueiras ou na relevância da economia azul; é incontornável numa Europa azul e na agenda climática; é parte da Europa digital, cuja transição é transversal aos vários setores do mar, desde os mais tradicionais aos mais inovadores; é parte agregadora da Europa social, envolvendo as comunidades pesqueiras e todas as dimensões em que o mar integra o quotidiano dos cidadãos europeus; e é, finalmente, por excelência o espaço de união e interligação da Europa global», concluiu.
