Orçamento para 2022 «é um dos mais importantes na história do SNS»
Aprovação «permite concretizar as escolhas políticas que constam do novo estatuto do Serviço Nacional de Saúde»

Ministra da Saúde, Marta Temido
Ministra da Saúde, Marta Temido
A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que o Orçamento do Estado para 2022 «é um dos mais importantes na história do Serviço Nacional de Saúde.
Na Assembleia da República, durante o debate na generalidade sobre a proposta do Orçamento do Estado para 2022, a Ministra salientou que a aprovação «permite concretizar as escolhas políticas que constam do novo Estatuto do Serviço Nacional de Saúde, aprovado na generalidade pelo Conselho de Ministros e que nas próximas semanas se encontrará em audição e consulta pública».
«Estas escolhas respeitam e reforçam os compromissos assumidos pela aprovação da nova Lei de Bases da Saúde, em 2019. Sem ela, ficarão incompletos. Por isso, não tenho dúvidas de que este orçamento é um dos mais importantes dos 42 anos da história do SNS», acrescentou.
Marta Temido sublinhou que este documento «recupera a autónima da contratação de profissionais de saúde pelas unidades do SNS», «reforça o respeito pelas carreiras através dos concursos de promoção», «assume o reposicionamento dos enfermeiros no que se refere à relevância dos pontos adquiridos pela avaliação do desempenho em momento anterior à nova carreira e porque cria as condições financeiras para a negociação do conteúdo funcional e da tabela remuneratória da carreira dos técnicos auxiliares de saúde».
A Ministra da Saúde salientou ainda a criação de condições para «substituir o recurso a empresas de trabalho temporário e de subcontratração de profissionais de saúde pela majoração do valor do trabalho suplementar dos médicos do mapa de pessoal» e a necessidade de remunerar melhor os profissionais até se proceder à «reorganização dos serviços de urgência e diminuição da necessidade de recurso ao trabalho suplementar».
«Sabemos bem que os profissionais de saúde são o mais importante do SNS. Confiamos neles como doentes e respeitamos com a sociedade. Mas também sabemos que a despesa com saúde não pode ser toda consumida em despesas com pessoal, é preciso modernizar infraestruturas e equipamentos, dar acesso a vacinas e novos medicamentos e investir em prevenção e promoção da saúde», acrescentou.
Marta Temido referiu também a necessidade de «melhorar a organização do SNS, sobretudo incorporando as lições da experiência recente». «É o que se pretende fazer com a criação da direção executiva do SNS, que se concentrará na coordenação e avaliação da resposta assistencial das unidades de saúde e no seu funcionamento em rede e com recriação dos sistemas locais de saúde como estruturas de participação e desenvolvimento com a colaboração das instituições que numa determinada área geográfica realizam atividades que contribuem para a obtenção de ganhos em saúde, seja nas escolas, autarquias ou no setor social», acrescentou.
