Portugal deve ter uma economia competitiva, ganhadora e assente na qualificação

«Temos de transformar esta geração mais qualificada de sempre na geração com maior sucesso de sempre em Portugal»

Primeiro-Ministro, António Costa, na sessão de apresentação de tecnologias desenvolvidas em Portugal, Braga, 9 novembro 2021. (Foto: Hugo Delgado/Lusa)

Primeiro-Ministro, António Costa, na sessão de apresentação de tecnologias desenvolvidas em Portugal, Braga, 9 novembro 2021. (Foto: Hugo Delgado/Lusa)

O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que Portugal deve ter uma economia competitiva, ganhadora e assente na qualificação, que garanta a fixação da sua «geração mais qualificada de sempre».

Durante uma sessão de apresentação dos resultados de uma parceria de inovação entre a Universidade do Minho e a Bosch, António Costa referiu o «capital humano» que está, pela primeira vez, próximo da média de qualificação da União Europeia.

O Primeiro-Ministro destacou ainda a necessidade de apostar na qualificação, para produzir com maior valor, e na «solidariedade europeia», que garanta «uma capacidade de investimento como Portugal nunca teve até agora».

«Se temos todos os ingredientes, é muito simples, é só combiná-los na dose devida para que o cozinhado saia perfeito», disse António Costa, acrescentando que Portugal tem de valorizar e saber aproveitar esta que é «a geração mais qualificada de sempre».

Para o Primeiro-Ministro, nada é mais perigoso «para um País que ter a geração mais qualificada de sempre como a geração mais frustrada de sempre»:

«Temos de transformar esta geração mais qualificada de sempre na geração com maior sucesso de sempre em Portugal», frisou.

Para António Costa é também crucial manter políticas fiscais que ajudem a atrair os jovens que emigraram e a fixar os novos talentos que anualmente saem das universidades e politécnicos, bem como fechar o acordo sobre conciliação da vida familiar e profissional. 

O Primeiro-Ministro definiu ainda, como objetivos para 2030: 50 % dos portugueses, entre os 30 e 34, terem formação superior concluída; o investimento em investigação e desenvolvimento atingir os 3 por cento do produto interno bruto (PIB), um valor que atualmente se fica pelos 1,6 por cento.

A parceria de inovação entre a Universidade do Minho e a Bosch nos domínios da mobilidade do futuro e da transformação digital da indústria já significou, desde 2013, um investimento superior a 165 milhões de euros. Da parceria resultou o registo de mais de 70 patentes.