Portugal está empenhado na procura de soluções para a segurança no Mediterrâneo
Submarino Tridente participa, nos próximos dois meses, em missões para promover segurança marítima no mediterrâneo e contribuir para a paz na Líbia

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, na partida do submarino Tridente para missões no Mediterrâneo, Almada, 15 junho 2021 (Foto: João Bica)
Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, na partida do submarino Tridente para missões no Mediterrâneo, Almada, 15 junho 2021 (Foto: João Bica)
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que Portugal está empenhado, com os seus parceiros europeus e africanos, na procura de soluções para os conflitos na região do Mediterrâneo.
João Gomes Cravinho falava na Base Naval de Lisboa, em Almada, durante a partida do submarino Tridente para as missões da NATO (Sea Guardian) e da União Europeia (IRINI), no Mediterrâneo.
Dirigindo-se aos 33 militares que integram esta missão - com regresso marcado para 13 de agosto - o Ministro destacou «o contributo incontornável que a presença da NATO e da UE têm na segurança do Mediterrâneo».
João Gomes Cravinho referiu também a importância de
aprofundar a cooperação entre estas duas organizações, «disponibilizando meios
e partilhando informação entre as duas missões, ambas as organizações obtêm
importantes ganhos de eficiência apreciados por todos».
Missões do submarino Tridente no Mediterrâneo
Sobre as missões, que hoje se iniciam, o Ministro disse que ambas «têm menos recursos do que seria o ideal e, portanto, o contributo de Portugal é muito valorizado, tanto pela sua qualidade, como pelo facto de disponibilizarmos um meio com esta categoria».
O submarino Tridente, da Marinha Portuguesa, vai participar na operação Sea Guardian da NATO e dar apoio à operação IRINI da União Europeia.
No âmbito da operação da Aliança Atlântica - que visa promover a segurança marítima no mar Mediterrâneo - o submarino português vai realizar «a recolha de dados de inteligência, análise dos padrões de comportamento na área e o controlo do espaço marítimo, com foco nas atividades de tráfico de estupefacientes, armas e pessoas, vigilância do tráfego marítimo e poluição marinha».
Já a operação militar da União Europeia tem como objetivo
«assegurar o cumprimento do embargo ao armamento imposto pela ONU à Líbia,
contribuindo desta forma para o processo de paz do país».
