Primeiro-Ministro afirma importância de cumprir instruções das autoridades de saúde

O que tem de preocupar todos «é tomarmos as medidas para evitar que, ainda que negligentemente, possamos ser transmissores» do coronavírus

Primeiro-Ministro António Costa antes da reunião do Conselho de Ministros em Bragança, 27 fevereiro 2020 (Foto: José Coelho/Lusa)

Primeiro-Ministro António Costa antes da reunião do Conselho de Ministros em Bragança, 27 fevereiro 2020 (Foto: José Coelho/Lusa)

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou «há uma coordenação internacional identificando quais são as boas práticas e o que cada país deve fazer, e é assim que devemos agir, sem pânicos desnecessários, mas também sem inconsciência de não perceber que há um risco» de infeção por coronavírus para cada cidadão.

Nesta declaração, feita à entrada para o Conselho de Ministros, em Bragança, o Primeiro-Ministro acrescentou que têm sido adotadas medidas para dar resposta quando se confirmar um caso de contaminação por coronavírus (Covid-19) em Portugal.

«Até agora, temos tido a felicidade de nenhum caso positivo se ter verificado» em Portugal, mas «todos temos de estar cientes que, com o grau de expansão que o vírus tem tido, mas mais tarde ou mais cedo algum caso positivo se vai verificar», disse. 

Evitar ser transmissores

Até lá, aconselhou o cumprimento das instruções da Direção-Geral de Saúde: lavar frequentemente as mãos, evitar mexer nos olhos, nariz, na boca, e manter maior distância com outras pessoas.

O que tem de nos preocupar «é tomarmos as medidas para evitar que, ainda que negligentemente, possamos ser transmissores», mas «sem dramatização, sem pânico», frisou.

Por não haver nenhum caso confirmado em Portugal, não se justifica, por exemplo, encerrar escolas, mas justifica-se que se evitem as viagens de finalistas, nomeadamente para o estrangeiro, na época da Páscoa, conforme já recomendado pelo Ministro da Educação.

Quanto ao encerramento de fronteiras, António Costa disse que a União Europeia está a «monitorizar permanente essa situação e até agora não se verificam os pressupostos que justificam encerramento das fronteiras».

«Até agora, nenhum país da União Europeia fechou as fronteiras, e neste momento não está previsto. Se vier a ser necessário, garanto que não vai ser segredo», disse.

O Primeiro-Ministro disse também que os cinco turistas portugueses retidos no Irão, mantêm contacto com as autoridades portuguesas, que estão a «assegurar que sejam criadas as melhores condições para poder ser gerida a sua situação». 

O balanço atual da epidemia do coronavírus Covid-19 é de 2 800 mortos e mais de 82 mil pessoas infetadas, de acordo com dados reportados por 48 países e territórios.